FOME E SEDE DE JUSTIÇA

Semana de 25 a 31 de outubro de 2020

Leitura:  Mateus 5.6

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.”

Na Bíblia, a expressão “ter sede” geralmente significa um anseio tão intenso por algo que é comparado com essa terrível sensação, bem comum em uma região desértica.

No Salmo 63, em um dos momentos mais difíceis de sua vida, Davi clama “Minh’alma tem sede de ti!”, expressando seu desejo de estar com o Senhor. Assim como Davi tinha sede de Deus, Jesus nos ensina que são bem aventurados os que têm fome e sede de justiça. A justiça que buscamos não é segundo os padrões humanos nem pode ser alcançada por meios humanos, “Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus” (Tg 1:20).

Mas afinal, qual é a justiça pela qual ansiamos e como podemos alcançá-la?

Primeiramente, quando o Espírito Santo nos convenceu da nossa necessidade de Deus, nós buscamos a Cristo para que a Sua justiça fosse atribuída a nós e, mediante a fé, fomos fartos! Depois, à medida que crescemos em Cristo, buscamos a Sua justiça para a nossa santificação em nossas demandas do dia a dia, , e estamos sendo fartos!

Por fim, buscamos ainda uma justiça social, que é fruto do impacto do Reino sobre esse mundo e, um dia, como diz em 2 Pedro 3:13, estaremos em novos céus e nova terra, onde habita justiça. Então seremos fartos por completo! Que a busca pela justiça de Deus possa ser essa marca do nosso discipulado, nos lembrando continuamente que já somos felizes porque, em breve, chegará o dia em que seremos fartos para sempre!

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SIMPLICIDADE DO AMOR (Cleiton Soares)

O Senhor nos surpreende com a sua simplicidade e humildade a todo tempo. Nós cristãos, muitas vezes, temos um sentimento compensatório com o nosso Amado, no qual pensamos que se fizermos algo ao extremo a nossa oferta será “mais” aceitável ao Senhor, tanto para nos perdoar dos nossos pecados, quanto para achar que somos “mais amados” por Ele. Na verdade, não há nada que possamos fazer que tenha o mesmo valor do sacrifício de amor ofertado naquela cruz, mas sim o Senhor se agrada do nosso esforço, principalmente quando a intenção é pura e genuína no nosso coração em agradá-lo (porque Ele é o único que sonda mentes e corações).

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MANSOS COMO JESUS

Semana de 18 a 24 de outubro de 2020

Leitura:  Mateus 5.5

Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.

Aqui, mais uma vez Jesus surpreende as expectativas dos discípulos. Mais uma vez a lógica humana é invertida: Os mansos herdarão a terra, e não os conquistadores, nem os violentos. Mas o que é mansidão segundo a Bíblia?

Ser manso não é sinônimo de ser agradável. Jesus não agradou a muitos, nem procurou fazer coisas que agradassem a homens. Por isso muitas vezes o odiavam. Ainda assim, Jesus disse de si mesmo: “Sou manso e humilde de coração” (Mt 11:29).

Ser manso não é ser indiferente. Moisés foi um dos homens mais impetuosos e apaixonados por Deus. Ainda assim, foi considerado o homem mais manso em toda a terra (Nm 12:3).

Ser manso não é ser fraco. Davi era homem de guerra e entrou em muitas batalhas para expandir  os limites do reino, pelo Senhor. Ainda assim, era manso e foi quem escreveu o próprio Salmo citado por Jesus: os mansos herdarão a terra (Sl 37.11).

O que é ser manso então?

Segundo o Salmo 37, manso é alguém que entrega suas lutas para serem combatidas pelo Senhor. Ele confia no Senhor (v. 3), ele se agrada no Senhor (v. 4), ele entrega seu caminho ao Senhor (v. 5) e descansa no Senhor (v. 7).

Qual o resultado disso? Ele deixa a ira e abandona o furor (v. 8), entregando suas lutas e confiando. Assim é o manso.

Porque ele aprendeu a confiar em Deus, Deus confia nele. O servo manso como Jesus é o servo que herdará e governará sobre a terra, mas para o Senhor e não para si mesmo.

Jesus nos disse: aprendam de mim, que sou manso e humilde de coração. Como precisamos aprender essa qualidade de entregarmos nossas lutas, mesmo em meio a tantos conflitos que nos cercam.

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HEBREUS 13:15 (Esdras Tonin)

“Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o Teu nome.” Hebreus 13:15

Deus nos deu livre acesso ao dar o seu filho para morrer por nós! Então que possamos ter uma vida de louvor diante de Deus, e isso inclui sacrifícios da nossa parte em todo momento.

Uma das coisas que tem bastante destaque nesse versículo é “sacrifícios de louvor” e antes fala para ser SEMPRE, isso é: PRECISAMOS TER UMA VIDA DE CONSTANTE LOUVOR E SACRIFÍCIOS A DEUS! Um dos frutos que a vida com Deus gera é que não importa aonde a pessoa esteja ou fazendo qualquer coisa, ela vai estar sempre “se sacrificando” e louvando a Deus por todas as coisas.

Palavra que quero destacar: um louvor a Deus CONSTANTE.

OS QUE CHORAM SERÃO CONSOLADOS

Semana de 11 a 17 de outubro de 2020

Leitura:  Mateus 5.4

“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”

Nesse versículo, talvez ainda mais do que nos outros, é importante lembrarmos que a palavra “bem-aventurado”, no texto original, significa “feliz”. Essa lembrança se faz importante porque aqui Jesus nos ensina algo que contraria a lógica humana que diz que o choro é motivo de tristeza ou de infelicidade. Jesus está ensinando claramente que aquele que chora será feliz.

Por que devemos chorar? Devemos chorar pelo pecado que ainda permeia tanto nossa vida (Tiago 4:9, Salmos 51:17, Is 57:15, 1 Coríntios 5:2) Devemos chorar pelo efeito destrutivo do pecado sobre aqueles que estão em nossa volta e sobre a própria criação (Jo 11:35, Romanos 8:23) Devemos chorar por ainda vivermos nesse mundo, fisicamente distantes do nosso Senhor (Mateus 9:15, Salmos 137:1, Salmos 77:3)

Mas louvado seja o Senhor: os que choram são felizes porque só eles podem encontrar descanso no Consolador. Choramos pelo pecado em nós, mas temos a promessa de sermos transformados por completo à imagem gloriosa de Jesus (1 Jo 3:2) Choramos pelo efeito do pecado nos outros e “semeamos com lágrimas”, mas temos a promessa de que colheremos com júbilo os frutos dessa semeadura! (Salmos 126:6) Choramos por estarmos fisicamente distantes do nosso Senhor, mas temos a promessa de que um dia, na sua presença, ele enxugará dos nossos olhos toda a lágrima (Apocalipse 7:17)

Deixemos o Senhor repartir o Seu coração conosco e produzir em nós o choro daqueles que são felizes porque serão consolados!

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CRIADOR E SERVO (Pedro Ramos)

Senhor, Tu és o meu refúgio;
És a minha paz;
És o amado da Tua noiva;
Aquele que deu sua vida em resgate por muitos.
Tiveste uma vida simples e sem riquezas;
Poderias vir como Rei a este mundo, mas escolheste vir como servo;
Poderias Te assentar no trono de autoridade, mas Te assentaste com os necessitados.
Não escolheste os de nobre nascimento, nem aqueles que dizem ser alguma coisa;
Escolheste os fracos, os quebrantados, os pobres e problemáticos;
Mostraste que Tu não vês a aparência do homem.
Tua obra, Senhor, foi árdua, não foi cômoda nem confortável;
Revelaste que a verdadeira alegria não está em receber, mas em dar;
Foste o amor “ágape”, que independente do que recebe, se sacrifica por muitos.
Ao mesmo tempo em que contemplamos Tua pessoa, ensina-nos a ter este coração;
Dando a “simplicidade e pureza” que são devidas a Ti;
Acabando com todo orgulho e soberba humana.
Quebra o nosso comodismo;
Revela-nos que a vida contigo é mais do que sentar-se numa cadeira todo domingo;
Mas, é andar assim como Tu andaste.
Que voltemos à essência de viver contigo, sendo Teus olhos, mãos, ouvidos e pés;
Olhando a multidão e se compadecendo dela;
Vislumbrando a glória de viver e pregar o Teu evangelho.
Dentro de pouco tempo Tu virás e não tardarás;
Que essa terra seja apenas lugar de passagem para deixarmos Tuas marcas;
Como bons peregrinos que caminham para a Cidade Celestial, onde a Tua glória resplandecerá sobre todos aqueles que Te amam.
Tua igreja Te espera.

Maranata, Jesus!

HUMILDES DE ESPÍRITO

Semana de 04 a 10 de outubro de 2020

Leitura:  Mateus 5.1-3

O Sermão do Monte (Mateus capítulos 5 a 7) é um trecho muito especial dos evangelhos. Contudo alguns equívocos, ditos ao longo dos séculos, podem nos fazer perder essa riqueza. Um destes enganos afirma que os mandamentos de Jesus não foram direcionados à igreja, que está debaixo da graça, mas somente à Israel, que estava debaixo da Lei.

Outro equívoco é dizer que tais ensinos do Senhor incluem mandamentos tão difíceis de serem obedecidos que só conseguiremos cumprí-los quando estivermos vivendo em um novo corpo, no novo céu e na nova terra. Por isso, precisamos esclarecer e expor a verdade em Cristo, pedindo ao Espírito Santo nos ensine o mesmo que Jesus ministrou aos que o ouviram naquele dia.

Parafraseando Martyn Lloyd-Jones: “se a palavra de Jesus no sermão do monte não é para a Igreja, então a terra fica sem sal, o mundo fica sem luz, e nós ficamos sem Pai.” Mas Graças a Deus, encontramos tudo isso em nossa posição como discípulos.

É nosso direito e dever nos apegarmos a cada versículo deste Sermão. Jesus quer nos transformar com sua Palavra, mas para que isso aconteça, devemos nos assentar aos seus pés e ouvi-lo como aqueles que ele mesmo cita em sua primeira bem-aventurança: “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos céus”. Em outras versões podemos achar a expressão “humildes de espírito”.

A primeira das bem-aventuranças ensinadas pelo Senhor Jesus é para aqueles que não têm nada além do próprio Senhor e que estão cientes dessa sua condição. Por isso são humildes. Não têm algo a preservar, nem algum feito que lhes gere soberba, mas têm motivos de sobra para serem gratos ao Senhor. Esta simples observação nos guia à conclusão de que a humildade de espírito é um pré-requisito para cumprirmos todo o restante do ensino do Sermão do Monte de forma agradável a Deus, afinal é aos humildes que Deus concede a Sua graça (Tiago 4.6).

A humildade de espírito é uma característica vital do caráter de um discípulo, pois um discípulo humilde é um discípulo que se arrepende, diferentemente do soberbo que não reconhece seus erros. Dessa maneira, logo no início, o Senhor nos ensina que, se quisermos possuir o Reino dos Céus, é necessário que sejamos humildes de espírito.

Jesus falou que a humildade verdadeira é no espírito, portanto, para que sejamos humildes necessitamos do quebrantamento de espírito, que é o caminho que nos leva à humildade. Esse quebrantamento é operado em nós quando deixamos que Deus trabalhe nas nossas vidas, muitas vezes por meio de situações de sofrimento, que não somos capazes de resolver ou entender, e que nos levam a nos oferecermos integralmente a Deus, apesar das provações e tribulações que nos cercam.

A humildade segundo Deus é impossível para o homem natural, mas para nós que estamos em Cristo é perfeitamente possível, desde que deixemos a vida de Cristo ser gerada em nós.

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