COMPROMETIDOS COM A VERDADE (Demetrius Vasconcellos)

Semana de 27 de dezembro de 2020 a 02 de janeiro de 2021

Leitura:  Mateus 5.33-37

O pregador inglês Charles Spurgeon certa vez disse que “o discípulo não precisa jurar. Ele diz sim ou não, e o seu caráter jura por ele”. Em outras palavras, o discípulo é alguém cujo coração está comprometido com a verdade, tanto em suas palavras quanto nas atitudes.

Em Jeremias 1:12, Deus diz: “Eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” e Jesus, em Mateus 24:35, diz que “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão”. Deus Pai e Deus Filho honram aquilo que falam e Jesus nos convoca a expressarmos em nossas vidas esse mesmo caráter, sendo sal e luz através das nossas próprias palavras e ações.

Vivemos em um mundo onde, em certos momentos, falar a verdade é considerado ofensivo e pode até nos causar problemas, mas, ainda que nos custe caro, falaremos sempre a verdade em amor, não apenas por ser algo honroso ou vantajoso para nós, mas pela simples razão de que somos discípulos dAquele que é A Verdade.

Devemos perguntar a nós mesmos: Nosso sim é, de fato, sim? Nosso não é, de fato, não? Quando dizemos que vamos orar por alguém, realmente oramos? Quando nos comprometemos com um horário, honramos nossa palavra?

Jesus nos ensina que a verdadeira transformação das nossas atitudes só acontece quando somos transformados em nosso coração. Em Mateus 15:18, ele diz que “o que sai da boca vem do coração”. Portanto, só estaremos comprometidos com aquilo que falamos, se, antes, nosso coração estiver comprometido com o Senhor, com a Sua Verdade e com o Seu Reino.

Ser comprometido com a verdade requer vigilância, sabedoria e posicionamento. Por isso, compartilhe com seus irmãos testemunhos onde você precisou se posicionar na Verdade e quais foram os frutos. Também compartilhe se você sente que precisa crescer nesta área para que possamos orar uns pelos outros e, juntos, carregarmos nossas cargas no Senhor.

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EMANUEL (Luan Spencer)

Inefável santidade,
Que meus olhos contemplam.
Toda a pureza no silêncio da sabedoria.
Sendo homem em tudo se guardou

Assaz conhecimento traduzido na Essência da sublime castidade.
Olhar de amor, fruto da intimidade Divina.
Faustosa alegria expressa na Genuína vontade de Deus.
Dessarte, seu absoluto legado permaneceu.
Fomentando a esperança no viver De acordo com o traçado de Deus.

O CASAMENTO NA PERSPECTIVA DE DEUS (José Gustavo Miranda)

Semana de 20 a 26 de dezembro de 2020

Leitura:  Mateus 5.27-32

Neste trecho, Jesus fala da quebra da lealdade na aliança do casamento. Como acontece em todo o sermão do monte, aqui também Jesus aponta para além do natural, nos alertando que os olhos de Deus estão nas coisas eternas e espirituais, mesmo ao tratar de realidades bem concretas de nosso dia a dia.  

O pano de fundo do casamento terreno é a união entre Cristo e a igreja, que é composta de pessoas que Ele comprou com seu próprio sangue; uma união eterna, tremenda, maravilhosa e incompreensível em toda a sua extensão. Esse casamento eterno é precedido por uma aliança, com promessas de ambos os lados. Jesus cumprirá cada detalhe do que prometeu: vai limpar, aperfeiçoar, preparar e, finalmente, buscar a sua noiva. Mas e quanto a nós? Estamos sendo fiéis em nossa parte da aliança? Vemos ela como uma aliança inquebrável?

Ao falar do casamento como evento da vida terrena, Jesus aponta para uma realidade eterna e espiritual: a união com Cristo é uma só e nenhuma outra aliança pode substituí-la. Podemos dizer que concordamos com isso e que estamos firmes em nossa postura de aguardar o noivo, sem quebrar as promessas que fizemos a Ele. Porém, mais uma vez, os olhos do Senhor vão para o nosso interior, para as intenções do coração. Ele compara o olhar com impureza na direção de outra pessoa, com a nossa atenção para outro “noivo” ao invés de olhar somente para Jesus. E quando aborda este assunto, Jesus acrescenta: isto é adultério.

Muitos são os concorrentes de Cristo diante dos nossos olhos. Alguns são claramente identificáveis (a ira, a inveja, a idolatria, o amor ao dinheiro), outros nem tanto (as preocupações deste mundo, as pretensões desta vida). Quando olhamos e cobiçamos algo que acreditamos que poderia nos dar mais prazer, deixando o Senhor de lado, estamos praticando um olhar impuro e danoso que nos separa do nosso noivo eterno. Até mesmo as coisas lícitas podem entrar nesta categoria. Isso acontecerá se elas tomarem o lugar de Cristo em nosso coração. Nada pode ser maior que nosso amor por Ele; nada deveria nos dar maior prazer do que Sua presença.

Com muita sabedoria, Jesus trata a realidade terrena e a realidade espiritual dando, para ambas, a mesma solução: “se teu olho te faz tropeçar, arranca-o e lança fora”. Embora Jesus tenha usado o olho físico como exemplo, seu alvo era  a intenção impura que estava por trás do olhar, ou seja, primeiramente, queria levar o discípulo a identificar em sua vida o que pode levá-lo a pecar e, uma vez identificado, tratar esse assunto com radicalidade, mesmo que isso inclua perdas aqui neste mundo. Se amamos ao Senhor, precisamos arrancar fora não somente a impureza do olhar e a cobiça sexual, mas também quaisquer coisas desta vida que estejam nos afastando de Jesus. Vamos rejeitar o adultério no coração, nos pensamentos, no olhar e na vida conjugal, bem como sua manifestação mais profunda, que é na nossa comunhão com Jesus Cristo.

Somos a noiva virgem, com vestes brancas e sem manchas, que aguarda o Noivo em santidade. Nada pode competir com a beleza e a riqueza deste quadro, desta promessa de casamento. Se algo mais está nos fascinando, devemos ser corajosos e lançar para fora e para longe do nosso coração.

Compartilhem uns com os outros se o Espírito lhes mostrou algo que está desviando seus olhos de Jesus. Orem, intercedam, perdoem, estimulem-se mutuamente a olhar somente para Jesus e a permanecerem fiéis até o fim.

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UMA OFERTA DE AMOR (Márcio Nascimento)

Semana de 13 a 19 de dezembro de 2020

Leitura:  Mateus 5.21-26

Depois de falar do padrão de justiça do Reino (Mateus 5.17-20), o Senhor Jesus começa a mostrar como essa justiça se manifesta de forma prática, comparando a lei e as tradições judaicas (especialmente os dez mandamentos) com os pensamentos e intenções mais íntimos do ser humano.

Matar alguém foi proibido na lei de Moisés, assim como em todas as legislações ao longo da história. O princípio que está por trás desta norma é estabelecer que, da mesma forma que somente Deus pode dar a vida, somente Ele tem o direito de tirá-la. Logo, se o salário do pecado é a morte, Deus poderia tirar a vida de qualquer pecador já no primeiro ato de desobediência. Mas ele não faz isso, porque sua misericórdia trabalha para salvar a humanidade.

Outro ponto importante de salientarmos é que a lei alcança somente os atos exteriores, não importando a intenção do coração. Como Deus é Espírito e sonda mente e corações, sua santidade demanda pureza não só no exterior, mas também no íntimo do coração. Por isso, Jesus deixa claro que a ira, o insulto e o desprezo por alguém revelam a existência do mesmo pecado que sujeita um assassino a ser julgado (e condenado).

Então, Jesus acrescenta algo que aparentemente não tem ligação com esse assunto: Ele diz que eu não devo trazer uma oferta a Deus se houver divisão entre mim e meu irmão. Inclusive, há um cântico antigo cuja letra é exatamente esse trecho de Mateus 5.23-24, ao qual o autor acrescenta a seguinte conclusão: “Deus não aceita oferta, de quem não quer ofertar perdão”. 

Esse é o ponto. Quando somos atacados, ou de qualquer forma nos vemos incomodados por outra pessoa, nosso instinto humano reage para rebater a ofensa e, se possível, eliminar o agressor. Mas, novamente olhamos para o Senhor e vemos que Ele não age assim. Mesmo ofendido constantemente pela humanidade, Deus se move em direção aos pecadores para derrubar o muro da inimizade.

A oferta que Deus espera de nós não consiste em coisas ou atos exteriores, mas em uma atitude de coração semelhante a Dele. Esse é o trabalho do Espírito Santo em nós. A humilhação, o perdão e o esforço para reconciliação, quando feitos por causa do Senhor, valem muito mais para Ele do que qualquer outra oferta que possamos Lhe dedicar. 

Em tempos onde a divisão, a soberba e o ódio crescem assustadoramente no mundo (profetizado pelo Senhor ao falar dos últimos dias), é preciso parar, deixar que o Espírito sonde o nosso coração, e avaliar se temos ofertado algo que Lhe agrada. Se em nosso íntimo houver indiferença, distanciamento, rancor ou qualquer forma de ódio para com nosso irmão, precisamos nos arrepender, clamar por misericórdia, e apressadamente buscar a reconciliação, pois o dia de prestarmos contas ao Senhor se aproxima. 

Vamos ofertar amor ao Senhor, sofrendo o dano, perdoando, abrindo mão daquilo que temos direito, fruto da vida perfeita e pura, a vida de Cristo, que se manifesta entre nós.

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O PADRÃO DA JUSTIÇA NO REINO DOS CÉUS (Jonathan Gottfridsson)

Semana de 6 a 12 de dezembro 2020

Leitura: Mateus 5:17-20

O que é o Reino dos Céus? Essa expressão fala de vidas que vivem neste mundo, mas são governadas por princípios que não são daqui. O discípulo é governado pelo Céu, e no texto que vamos compartilhar, Jesus nos fala sobre qual o padrão da Justiça no Reino dos Céus.

Antes de entrar nesse assunto, Jesus fala sobre a lei e os profetas. Isso porque no Antigo Testamento, através da Lei, Deus estava não apenas mostrando o seu coração para Israel, mas revelando, em cada mandamento, o seu próprio caráter. A finalidade da Lei era mostrar que o pecado nos colocou em uma condição infinitamente inferior ao caráter de Deus, da qual somente o próprio Deus poderia nos resgatar.

É por isso que “o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10:4). Em Cristo, a Justiça perfeita de Deus foi satisfeita. Sim, é fato que Cristo cumpriu a lei em nosso lugar e que “Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5:21). Jesus cumpriu toda a Lei porque nós éramos incapazes de fazê-lo, e agora compete a nós, seus discípulos, sermos como Ele é.  

O desejo do coração de Deus é que nós, como discípulos, como cidadãos do Reino, sejamos uma expressão do caráter do nosso Rei. É por isso que recebemos o Espírito Santo, que agora nos santifica e trabalha para produzir em nós essa justiça perfeita de Cristo. Essa é a justiça que excede a dos escribas e fariseus: quando andamos no Espírito e nos inclinamos para que ele produza a Vida de Cristo em nós. Não apenas exteriormente, mas interiormente.

Compartilhe com seus irmãos sobre o que significa para você ser liberto da Lei e também o que significa esta responsabilidade de, como discípulos, vivermos acima do padrão dos fariseus.

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