Embora Deus seja eterno e esteja fora do tempo, Ele tem uma agenda clara revelada nas Escrituras: buscar e salvar o perdido, e edificar a Sua casa. Esse propósito eterno é expresso na formação de uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus, para a glória de Deus Pai. A igreja, como essa família, é chamada à unidade, à identidade como filhos e à semelhança com Cristo. Não somos definidos pelo que fazemos, mas por quem somos em Cristo — filhos amados, chamados para viver em comunhão com Deus e com os irmãos.
Paulo, ao se despedir dos presbíteros de Éfeso, nos dá um exemplo do que significa viver alinhado com essa agenda. Ele serviu com humildade, lágrimas e provações, e destacou a importância de pregar o arrependimento e a fé, tanto em público quanto de casa em casa. A igreja precisa viver não apenas de reuniões, mas de comunhão verdadeira. A missão de buscar os perdidos e edificar a igreja não é exclusiva de pastores ou evangelistas, mas de todos os discípulos de Jesus. O amor a Deus deve nos mover ao amor pelos irmãos e pelos perdidos. Não há como amar ao Senhor e desprezar o que Ele ama.
A edificação da igreja passa pelo discipulado. Discipular não é dominar, controlar ou apenas ensinar conteúdo. É caminhar junto, repartir vida, viver as mutualidades da Palavra: consolar, corrigir, amar, servir, exortar, perdoar. O discipulado forma discípulos maduros, capazes de fazer outros discípulos. A comunhão prática, os vínculos espirituais e o ensino com vida são parte essencial da edificação da casa de Deus. Uma igreja viva não é marcada por estrutura ou métodos, mas pela presença do Espírito Santo e pelo compromisso dos seus membros com a missão de Cristo.
Além disso, o ensino deve ser progressivo e ajustado à maturidade de cada irmão. A edificação da igreja acontece pela justa cooperação de cada parte, como um corpo bem ajustado. Não fomos chamados apenas para receber, mas para servir, dar, e edificar juntos. Cada encontro da igreja é uma oportunidade de ministério mútuo, não uma programação religiosa. A igreja precisa ser o último reduto do amor em tempos de frieza espiritual. E isso começa em casa, com nossos filhos, famílias e círculos próximos, sendo testemunhas vivas do evangelho.
Todos compareceremos diante do Senhor para prestar contas. O Senhor quer que nos deixemos usar pelo Espírito Santo com os dons e recursos que recebemos para cooperar com a Sua vontade. Evangelizar é o início, mas fazer discípulos é a missão completa. O que fizermos deve estar alinhado ao propósito eterno: buscar e salvar o perdido, edificar a casa de Deus e glorificá-Lo em tudo. Que possamos correr com foco, como atletas espirituais, determinados a cumprir nosso chamado, sustentados pelo amor e poder do Espírito Santo.
Perguntas para reflexão e conversa nos grupos:
- Como sua participação na igreja local tem contribuído para a edificação do corpo de Cristo?
- Sua vida e sua agenda pessoal estão alinhadas com a agenda de Deus de buscar os perdidos e edificar Sua casa?
- Você tem vivido o discipulado com comunhão, serviço e ensino prático? Em que pode crescer nisso?