DCEC: Semana de 15 a 21 de dezembro de 2025

A mesa de Simão expõe um contraste marcante: um homem religioso, que se orgulhava de conhecer profundamente a Deus e a Sua Lei, mas que não reconheceu o próprio Deus encarnado quando Ele esteve em sua casa. Cegado pelo seu próprio orgulho, não pôde enxergar a gloriosa majestade de Cristo Jesus adentrando por suas portas. Ele convidou o Senhor para sua casa, mas não O recebeu em seu coração.

Então surge na história uma mulher, conhecida publicamente por seus muitos pecados. Ela não tinha título, reputação ou lugar àquela mesa, mas tinha os olhos do seu coração abertos para discernir quem Jesus era. Sem dizer uma só palavra, oferece suas mais dolorosas lágrimas, perfume e rendição. Sua adoração não nasce de um protocolo, mas da plena consciência de sua necessidade de arrependimento diante da personificação da graça de Deus: Jesus.

Enquanto Simão não recebeu Jesus com um beijo e sequer lavou Seus pés, aquela mulher não cessava de Lhe beijar os pés e lavá-los com suas lágrimas. A revelação que ela teve a respeito de quem era o Senhor foi proporcional à sua resposta de adoração.

A diferença entre a pecadora e Simão não estava na quantidade ou na gravidade de seus pecados, mas na percepção pessoal que cada um tinha da sua própria dívida. Quem pouco enxerga a sua miséria tende a se ver como juiz diante dos outros. Quem pouco percebe sua necessidade de perdão pouco exerce misericórdia com o próximo. No entanto, quem reconhece o quanto foi perdoado, maior amor pelo Senhor e pelas pessoas ele expressa. Se a mulher trouxe o que tinha de mais precioso por reconhecer o valor de Jesus, Simão revelou seu total desprezo.

E encontramos algo importante que Jesus mostrou sobre Si mesmo nessa história. Ele diz a Simão: “Quando entrei em tua casa, não me deste um beijo, não lavaste os meus pés, não ungiste a minha cabeça.” Isso demonstra que o Senhor repara em como tratamos Sua presença! Ele percebe quando é honrado e quando é ignorado. Vê o coração que se aproxima apenas para receber e aquele que se aproxima disposto a se doar.

Para reconhecermos a presença do Senhor, não necessitamos de lindos louvores, arrepios ou manifestações extraordinárias. Precisamos exercer aquilo que é a maior expressão de amor que podemos oferecer a Deus: a nossa fé! É pela fé que nos aproximamos, como aquela mulher fez. É pela fé que honramos, oferecendo o que temos de mais precioso. É pela fé que transformamos nossa vergonha em instrumento de adoração ao Rei da glória. Pois, diante de Jesus, aquilo que fazemos revela a fé que nos capacita a reconhecê-Lo.

Essa história não é apenas sobre um fariseu e uma pecadora. Ela apresenta uma possibilidade real da nossa própria postura diante do Senhor todos os dias.

Reflita com seus irmãos:
1. Temos reconhecido a presença de Jesus?
2. Diante dela, qual tem sido nossa resposta: honra ou desprezo?
3. Entregamos o que temos de mais precioso ou seguimos nos aproximando apenas na expectativa de receber algo d’Ele?

Que o Senhor nos encontre limpos de coração para vermos e honrarmos o Senhor. (Mt 5:8)

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