SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO (Filipe Merker)

Semana de 29 de novembro a 5 de dezembro de 2020

Leitura:  Mt 5:13-14

Depois de ter considerado o caráter do discípulo, o Senhor Jesus passa a falar sobre o nosso relacionamento com o mundo.

Sim, o discípulo pertence ao Reino dos Céus, mas ele permanece convivendo nesse mundo. Nosso Senhor, que certa vez orou dizendo “não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal” (João 17:15), aqui nos mostra a razão pela qual ainda não podemos ser retirados do mundo: temos uma missão que não pode ser desempenhada por mais ninguém.

Somos o sal da terra. No tempo de Jesus, o sal era usado para temperar e preservar. O discípulo humilde, pacificador, misericordioso, não é chamado para viver sua vida exclusivamente entre cristãos ou em monastérios, mas em um mundo corrupto e apodrecido, onde será um agente que detém o avanço da iniquidade através de cada uma de suas interações.

Somos a luz do mundo. Jesus nos ensinou que, enquanto ele estava no mundo, Ele era a luz do mundo (João 9:5). Hoje Ele ainda é essa única luz, mas agora ela brilha refletida no caráter dos seus discípulos, que vivem como ele viveu e resplandecem como luzeiros em meio a uma geração pervertida e corrupta.

Você tem sido sal e luz? Compartilhe experiências com os seus irmãos de como Deus tem usado você, nos mais variados ambientes, para fazer diferença e refletir a vida de Cristo.

Também aproveite para compartilhar onde você tem falhado, para que possamos orar uns pelos outros e nos comprometermos em viver a plenitude daquilo que somos: discípulos que vivem como sal e luz.

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COLOCAR OS ÓCULOS PELA PRIMEIRA VEZ (Sara Filikoski)

Ora, havia certo homem, chamado Simão, que ali praticava a mágica, iludindo o povo de Samaria, insinuando ser ele grande vulto; ao qual todos davam ouvidos, do menor ao maior, dizendo: Este homem é o poder de Deus, chamado o Grande Poder. Aderiram a ele porque havia muito os iludira com mágicas. Quando, porém, deram crédito a Felipe, que os evangelizava a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, assim homens como mulheres. (Atos 8: 9-12)

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OS PERSEGUIDOS POR CAUSA DA JUSTIÇA (José Gustavo Miranda)

Semana de 22 a 28 de novembro de 2020

Leitura: Mateus 5.10-12

As pessoas citadas por Jesus em Mateus 5.1-9 são excluídas ou rejeitadas por este mundo, mesmo que aos olhos de Deus sejam bem aventuradas. Porém quando chegamos aos versículos finais desta introdução ao sermão do monte, descobrimos algo mais: não são apenas rejeitados e excluídos, são também perseguidos, odiados e injuriados.

Por que Jesus fez questão de não deixar escapar esse aspecto? 

Um dos motivos é que nós precisamos perder qualquer expectativa de aceitação neste mundo. A partir do momento que temos a vida de Cristo em nós, essa marca nos levará a sermos rejeitados e odiados. Não adianta mudarmos alguma coisa do que fazemos. O que fizeram com Ele, farão com seus seguidores.

Ele também nos prepara para o que vem pela frente: andar uma segunda milha, perdoar a traição, amar o inimigo e orar pelo que nos persegue. Quando olhamos para o Mestre vemos que, enquanto esteve neste mundo, Ele foi e experimentou tudo o que está descrito nos primeiros versículos de Mateus 5. Ele foi manso, humilde, foi desprezado, foi injuriado, mentiram a seu respeito e, diante de todo o pecado que ofendia a sua santidade, Jesus chorou, porque via um povo que clamava por justiça, mas que não tinha em si mesmo a menor chance de se tornar justo. Jesus passou por tudo isto e, ao concluir sua vida terrena, andou uma segunda milha, viu suas roupas serem distribuídas entre os soldados, e clamou para que os seus inimigos fossem perdoados pelo Pai. 

Quando encontramos dificuldade em nós mesmos ao tentar agir como Jesus, o Senhor nos olha diferente de como faria um fariseu ou um intérprete da lei. Ele nos olha e diz: “Eu sei o que você está passando. Eu também passei por essa dor, mas consegui vencer, e quero te levar a também ser um vencedor.” Ele não nos deixa desanimar diante da perseguição que o mundo nos impõe, nem da dificuldade de obedecer a sua Palavra num ambiente tão avesso à vontade de Deus. Ele faz diferente: ele manifesta em nós a Sua própria vida, através do Seu Espírito.

Precisamos certamente tirar os olhos de nós mesmos, das dificuldades, e dos perseguidores. Quando olhamos para Jesus, vemos a compaixão de quem foi o autor e consumador da fé, aquele que deu início e não deixou nada incompleto. Ele iniciou e concluiu toda a obra para que nós pudéssemos estar a seu lado, reinando nos céus.

Vamos usar nosso tempo juntos para orar uns pelos outros e compartilharmos sobre situações onde experimentamos perseguição e sobre como podemos reagir como Jesus em contextos como esses.

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TESTEMUNHO (Vanessa Schierholt)

Este é um testemunho da nossa irmã Vanessa, casada com o Jorge.
Joy, a terceira filha do casal, nasceu em setembro deste ano, e está fazendo um tratamento para leucemia.
Eles moram na Alemanha e têm mobilizado toda a congregação de Porto Alegre e irmãos de outras localidades na intercessão pela menina e para o sustento e conforto de toda a família. No meio desta prova tão dura, o Espírito Santo tem feito uma obra linda no coração de nossos irmãos, mostrando o tremendo amor de Deus, presente em todas as situações.

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OS PACIFICADORES SERÃO CHAMADOS FILHOS DE DEUS (Moacir Adornes)

Semana de 15 a 21 de novembro de 2020

Leitura: Mateus 5.9

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”

Para entendermos esse ensino, devemos olhar para a própria vida do Senhor Jesus que, através de sua obra, tornou possível a paz entre Deus e os homens, abrindo o caminho da nossa reconciliação com Deus. Aliás, esta é a única bem-aventurança que menciona que “serão chamados filhos de Deus”, justamente pelo fato de que Deus deu o seu filho para reconciliar o mundo consigo mesmo. (2 Co 5.18).

Paulo disse que, quando somos justificados pela fé, temos paz com Deus (Rm 5:1). Em Colossenses também aprendemos que o sangue derramado por Jesus na cruz realizou uma obra de paz, e que por meio desse sangue houve reconciliação entre o ser humano e Deus (Cl 1:20-22). Dessa maneira, vemos que Jesus foi um pacificador entre Deus Pai e a Sua criação. Nós, que estávamos longe, agora fomos aproximados pelo sangue de Cristo, porque Ele é a nossa paz.

Também na carta aos Colossenses, Paulo traz essa responsabilidade para nós, quando diz: “Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós” (Cl 3:13). Em Efésios, ele diz: “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef 4:32). Ou seja, o que o Senhor nos ensina nesse trecho tão precioso das bem-aventuranças é que, assim como Ele, devemos agir como pacificadores em todas as esferas de nossas vidas.

Agimos como pacificadores em diversas ocasiões, como quando pregamos o evangelho, quando falamos as verdades de Deus em amor, quando oramos por aqueles que ainda não creem no Senhor Jesus, quando ministramos sobre o perdão entre os irmãos. Os profetas já anunciavam isto, como no texto de Isaías 52.7: “Quão formosos são sobre os montes os pés do que anuncia boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: ‘O seu Deus reina!’”.
Certamente a palavra pacificadores na bem-aventurança que hoje examinamos, não sugere resolver conflitos entre as pessoas (o que podemos fazer, com certeza), mas proclamar a palavra que põe fim à inimizade com Deus. Ef 2.17-22

O que temos aprendido em At 1.8 sobre sermos testemunhas do Senhor Jesus é o nosso compromisso de dar testemunho das virtudes do Príncipe da Paz, que nos tirou das trevas para o Seu reino de luz. Os pacificadores são felizes e são abençoados por Deus, pois são vistos como filhos de Deus, em razão de agirem como o Filho de Deus, Jesus Cristo, nosso amado salvador.

Você tem sido um pacificador? Compartilhe com seus irmãos situações de vitórias e derrotas nessa área, e orem uns pelos outros, para que essa qualidade maravilhosa de Jesus possa transbordar através da igreja!

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REFORMA PROTESTANTE (Leonardo Swiatovy)

No dia 31 de outubro de 1517, um homem chamado Martinho Lutero fixou à porta da Igreja de Wittenberg, na Alemanha, documentos que tinham um único objetivo: fazer com que a vida da Igreja de Cristo fosse fiel às escrituras. Esse dia marcou o que, hoje, lembramos como um dos maiores avivamentos da história da Igreja, justamente por mover o povo cristão à uma retomada ao evangelho autêntico e de acesso a todos. Até hoje, 500 anos mais tarde, bebemos desta fonte tão rica em vida e da Palavra de Cristo, iniciada por Lutero.

Chamamos os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas de Sinóptipos. Esse termo serve para mostrar que todos eles descrevem os acontecimentos ali relatados sob a mesma perspectiva. Já no evangelho de João, vemos os fatos através de outro testemunho, o que é um detalhe que, às vezes, passa despercebido nessa história. Apesar de estar relatado de uma forma diferente, continua sendo o mesmo evangelho. Mesmo com essa ótica, há claramente a unidade do Espirito Santo entre os quatros livros, os quais nos levam a uma descrição perfeita daquilo que Deus quis dizer à sua Igreja.

Da mesma forma, poderíamos falar a respeito dos acontecimentos históricos da Reforma, ou até mesmo dos milagres operados pelo Espírito Santo na época. Mas hoje, junto com vocês, gostaria de meditar sobre o “outro ângulo de visão”.

John Wycliffe, que viveu cerca de um século antes de Lutero, colocou sua vida em risco para que a bíblia fosse traduzida para o Inglês e, consequentemente, que o maior número de pessoas pudesse ter acesso às escrituras. Influenciado por Wycliffe, um homem, chamado João Huss, lutou contra as práticas equivocadas de sua instituição local. Ele morreu na fogueira ecoando o cântico: “Cristo, tem misericórdia de mim”. Dezenove anos antes de Lutero, em 1498, o italiano Jerônimo Savonarola foi queimado vivo em praça pública em Florença, na Itália. Motivo da sua condenação? Pregar o evangelho em sua forma genuína.

Essa outra ótica da história da reforma a que me refiro, nos mostra uma face muitas vezes oculta nesse processo: a importância do Corpo de Cristo.

A Bíblia nos ensina que cada um de nós possui um papel dentro do Corpo: 

“Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.”

Efésios 2:10

Além de nos mostrar que sem partes do corpo a Igreja simplesmente seria incompleta:

Do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.

Efésios 4:16

É importante entendermos que a “reforma” não teve início em 1517, e tampouco foi iniciada por Lutero. Ela foi um processo de longos anos, orquestrado pelo Espírito Santo, para a Glória de Deus. Ela foi sendo moldada, dia após dia, por homens que deixavam seu coração ser ministrado por Deus. Perdemos as contas de quantas pessoas foram fundamentais para que esse movimento pudesse alcançar o status que alcançou.

Quando jovem, Martinho Lutero, foi profundamente tocado por esse mesmo Espírito que conduziu Wycliffe, Huss e Savonarola. Pela inspiração desses homens, Lutero seguiu o legado de seus pais espirituais e colocou mais um tijolo na construção chamada Igreja de Cristo. Uma Igreja que caminha a passos largos para ser sem mácula e nem ruga, mas santa e irrepreensível! Uma Igreja que derrama o sangue pela Verdade. Jesus não é uma verdade, Jesus é a Verdade! A centralidade de Cristo, por mais de 2000 anos, tem sido atacada, deturpada e ferida, mas nunca abalada.

Meu irmão, você tem um chamado. Há pessoas que somente você poderá alcançar. Você pode não perceber, mas diariamente as suas atitudes exercem influência em alguém. Um simples sorriso, uma mensagem, ou até mesmo um compartilhar no Instagram, podem mudar uma pessoa.

Que a nossa vida reflita o amor de Cristo, começando pelas pequenas coisas e, se Deus permitir, até os grandes feitos.

LIMPOS DE CORAÇÃO

Semana de 8 a 14 de novembro de 2020

Leitura:  Matheus 5.8

A pureza de coração é a condição para que vejamos ao Senhor e Sua glória. Mas o que exatamente significa ser limpo de coração? Por exemplo, embora um verdadeiro discípulo não viva na prática do pecado, ser limpo de coração não significa estar isento de pecado.

A Palavra é clara ao dizer que todos nós ainda estamos sujeitos a cair (1Jo 1:8). Ao mesmo tempo, o limpo de coração é alguém que não vive praticando o pecado, porque pecar não faz parte da sua natureza em Cristo (1Jo 3:6).

O que realmente diferencia o genuíno discípulo de Jesus é que, embora ele tenha lutas, por ainda habitar em um corpo corrompido pelo pecado, ele não admite permanecer assim. Experimenta o arrependimento, o perdão e a restauração da comunhão com Deus. É alguém que foi resgatado da morte e do pecado através do sacrifício de Jesus; logo, seu anseio é tornar-se como o seu Salvador: santo e perfeito.

O coração, na Bíblia, fala de todas as áreas da nossa vida: pensamentos, sentimentos e vontades. Em tudo isso o discípulo quer ser limpo pelo Senhor. Por isso ele é também uma pessoa que vive de maneira sincera, não se esconde atrás de máscaras, mas expõe a realidade da sua vida a Deus e aos irmãos para que seja curado e perdoado (1Jo 1:7).

Os limpos de coração têm uma das mais maravilhosas promessas de toda a Bíblia: de que “verão a Deus”. Verão a Deus diariamente em suas orações, verão a Deus em seus trabalhos e estudos, verão a Deus em suas dificuldades, e, por fim, verão a Deus, sem limitações, mas exatamente como ele é, voltando sobre as nuvens dos céus, e reinarão juntamente com Ele por toda a eternidade, (1 João 3:2).

Compartilhe com seus irmãos quais aspectos da sua vida ainda precisam ser purificados e sonde o seu coração ao longo dessa semana para que possamos, como discípulos, demonstrar essa qualidade e experimentarmos essa promessa tão maravilhosa.

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NEM ALÉM, NEM AQUÉM! (Eduardo Arakaki)

Assim diz o Senhor: O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; que casa me edificareis vós? E qual é o lugar do meu repouso?
Porque a minha mão fez todas estas coisas, e todas vieram a existir, diz o Senhor, mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e 
que treme da minha palavra. (Isaías 66:1,2)

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OS MISERICORDIOSOS ALCANÇARÃO MISERICÓRDIA

Semana de 1 a 7 de novembro de 2020

Leitura:  Mateus 5.7

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.”

O que é ser misericordioso? Certamente não significa ser relaxado ou tolerante em relação aos erros e pecados de alguém. Sabemos disso porque misericórdia é um atributo do próprio Deus.

Especialmente nos Salmos, vemos como Deus é exaltado por essa qualidade (116.5, 103.8, 145.8, 112.4, 78.38). Em Efésios 2.4, Paulo afirma que Deus é rico em misericórdia. Entretanto, mesmo sendo misericordioso, Deus não tolera o pecado.

Ser misericordioso não significa ser tolerante. Ser misericordioso significa ter compaixão.

Em um certo sentido, o misericordioso tem compaixão porque ele mesmo já recebeu a misericórdia de Deus. É olhando sua própria vida à luz do perdão que ele recebeu, que ele é capaz de olhar os outros com perdão e misericórdia. Se Jesus, que não tinha pecado e não precisava de perdão, olhava as pessoas e se compadecia delas (Mateus 9.36) e até o último momento foi capaz de se compadecer daqueles que o matavam na cruz (Lucas 23.34), quanto mais nós, pecadores que fomos perdoados, devemos olhar com misericórdia para aqueles que pecam. Como diz Paulo, “perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Efésios 4.32).

Mas a misericórdia ainda tem uma promessa futura: “alcançarão misericórdia”. Aqueles que têm o caráter de Jesus, olhando ao ser redor com misericórdia, um dia serão recebidos nos céus com o mesmo olhar, aceitos e amados pela compaixão dAquele que os amou quando não mereciam ser amados.

Que essa característica do caráter do nosso Senhor possa ser aplicada em nossa semana, na forma como nos relacionamos uns com os outros e com o mundo!

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