CONFIANÇA E ENTREGA RADICAL A DEUS (Tg 4.13-17)

Semana de 03 a 09 de julho de 2022

O trecho que vamos meditar essa semana contém uma importante lição para a vida do discípulo, que é a plena confiança no Senhor, cujos planos são perfeitos. Se cremos Nele dessa forma, então não há plano nosso que não deva ser sujeito à vontade de Deus.

O texto começa falando de alguém que faz planos para ganhar muito dinheiro. Não há nada de ilícito em fazer negócios, nem no dinheiro em si, mas sim quando a confiança é colocada em coisas desta vida.

Como Tiago diz, nossa vida é como uma neblina passageira, que aparece e desaparece rapidamente. Essa verdade deveria nos deixar com uma atitude de temor, humildade e dependência de Deus. Mas, se o coração é soberbo e confia nos recursos desta vida, haverá orgulho e independência. Podemos resumir isso na palavra “incredulidade”.

A fé está baseada no quanto conhecemos e confiamos em Jesus. Ele é o Rei de um reino totalmente diferente deste mundo. Um Rei amoroso, misericordioso, cheio de poder, justo e sábio. Por que não entregar tudo ao governo deste Rei? Mas, se declaramos que pertencemos ao seu reino e não seguimos esse princípio simples, na verdade estamos sendo exemplo daquilo que Tiago falou anteriormente: uma fé morta, porque as obras (os nossos atos) não condizem com as palavras declaradas. (Tg 2.26)

“Se Deus quiser” é a frase que precisa estar nos lábios do discípulo de Jesus, membro do seu corpo e súdito de seu reino eterno. E não apenas nos lábios, mas no coração (o que desejamos) e nas mãos (o que fazemos). Porque, se Deus não quiser, certamente a sua vontade é melhor do que meus planos.

Por fim, o curto, mas rico trecho de cinco versículos que conclui o capítulo 4 afirma que todo orgulhoso é mau e que aquele que age com base em seu orgulho faz o que é mau e não o bem, próprio da vontade de Deus. Isto, completa Tiago, é pecado.

Portanto, irmãos, não há atitude mais radical de entrega a Deus, do que entregar o meu futuro a Ele. Eu posso entregar o que tenho nas mãos, o que vejo e consigo avaliar. Talvez, ou muitas vezes, pensando no que vou receber em troca. Mas quando eu entrego o futuro eu estou dizendo a Deus que não importa o que venha pela frente, eu sou Dele.

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