LANÇANDO NOSSAS PÉROLAS (Eduardo Arakaki)

Semana de 28 de fevereiro a 06 de março de 2021

Leitura:  Mateus 7:6

“Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem.” Mateus 7.6

O discípulo é alguém que distribui suas pérolas com discernimento. Na semana passada, aprendemos sobre a importância de julgarmos as coisas e lavá-las diante do Senhor sem hipocrisia. Agora, Jesus passa a nos ensinar sobre a importância de aplicar esse julgamento na missão para a qual ele nos chamou.

Certamente não é fácil compreender o que exatamente Jesus quer nos dizer com essa passagem. O que são nossas pérolas? Quem são os porcos e os cães?

Muitos têm interpretado esse texto como sendo o ensino de que há certas pessoas com as quais não devemos insistir na pregação do Evangelho, porque não estão interessadas e, desprezando a Palavra, poderão voltar-se contra nós. E há verdade nisso.

Em Mateus 10:16, ao enviar os doze apóstolos em sua primeira missão, Jesus explica usando outras figuras do reino animal: “Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas”. No mesmo contexto, porém no evangelho de Marcos, Jesus não incumbiu os discípulos de convencerem as pessoas a aceitarem o Evangelho, pelo contrário, quando os ouvintes rejeitassem a Palavra, os discípulos deveriam “sacudir o pó dos pés, em testemunho contra eles.” (Marcos 6:11). Nesse trecho, o Senhor nos mostra claramente que seus discípulos não devem insistir com aqueles que rejeitam o Evangelho. Fazer isso, seria como dar algo precioso a quem não reconhece o valor. Por isso a comparação com as pérolas que seriam pisadas, desprezadas.

Entretanto, há um outro lado para essa verdade.

No próprio sermão do monte, Jesus anuncia que seremos perseguidos por sua causa. No capítulo 13 de Mateus, Ele conta a história do semeador que lançou a sua semente sobre todos os tipos de solos, mesmo nos mais difíceis e rochosos, na esperança de que produzisse fruto. Como poderíamos fazer diferente?

Portanto, devemos conciliar as duas faces da mesma verdade: o texto que estamos estudando é, por um lado, um alerta para sermos cuidadosos com nossas pérolas. Por outro lado, essa passagem é também um lembrete de que o discípulo deve sempre estar procurando onde lançá-las. Esse é o nosso chamado e nossa missão.

Compartilhe com seus irmãos experiências nas quais foi necessário discernimento na pregação do Evangelho. Use também essa oportunidade para orar por aqueles que têm sido ministrados, para que respondam positivamente à Palavra e possam frutificar.

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JULGANDO DA FORMA CERTA (Otocar Wondracek)

Semana de 21 a 27 de fevereiro de 2021

Leitura:  Mateus 7:1-5

“Não julgueis, para que não sejais julgados.” Mateus 7:1

O discípulo é alguém que julga usando a medida correta e leva seu irmão ao crescimento. Na passagem que estudaremos essa semana, Jesus inicia uma nova sessão no Sermão do Monte que irá enfatizar os desafios da vida no Reino.

Muitos utilizam esse texto fora de contexto sugerindo que não devemos julgar a ninguém. No entanto, se não queremos ser cúmplices do mal, precisamos, sim, julgar, porém com discernimento. É isso que o Senhor espera de nós, pois, ao fim deste texto, lemos que o desejo de Jesus é “vermos claramente” para ajudarmos a remover os ciscos de nossos irmãos, sem hipocrisia. Por esta razão, ao falar desse assunto, Jesus usa o termo “irmão”, pois não julgamos apenas as coisas que estão erradas neste mundo, mas julgamos também as atitudes daqueles que são discípulos como nós.

Entretanto, o julgamento não é uma arma, e sim uma ferramenta que, nas mãos do Espírito Santo, fará a igreja crescer. O problema não é julgar, mas fazer isso usando o critério errado.

Em Lucas 6, Jesus traz um ensino muito semelhante, dizendo que “com a medida com que tiverdes medido vos medirão também”. Qual é a medida do nosso julgamento? Os fariseus tinham o costume de comparar os outros consigo mesmos, mas não percebiam o quanto seus próprios pecados ainda os impediam de ver a Deus. Jesus usa o exemplo de uma “trave” (um cisco) para nos mostrar que nossos pecados não são apenas defeitos. Eles também impedem e limitam a visão que temos de nós mesmos e das coisas de Deus. Eles precisam ser removidos antes de olharmos para os pecados dos nossos irmãos.

Então qual é a medida certa para o nosso julgamento? Cristo é a medida.

Não levaremos nossos irmãos ao crescimento se os compararmos a nós mesmos. Entretanto, se todos estivermos diante do Senhor perceberemos que cada um de nós tem ciscos para serem removidos e, desta maneira, poderemos ajudar uns aos outros.

Julgar não significa apontar os erros, mas apontar para Jesus.

Deixemos que o Senhor sonde nossas vidas. Assim, à medida que tivermos nossas próprias traves removidas, veremos claramente e, em amor, poderemos ajudar os outros a olhar para Ele. Portanto, compartilhe com seus irmãos como, de que forma prática, podemos aplicar isso como Igreja.

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DESCANSANDO NA PATERNIDADE DE DEUS (Moacir Adornes)

Semana de 14 a 20 de fevereiro de 2021

Leitura:  Mateus 6:24-34

“Não andeis ansiosos pela vossa vida” Mateus 6:25

Somente seremos libertos da ansiedade quando aprendermos a olhar a nossa vida sob a perspectiva da paternidade de Deus. No estudo do Sermão do Monte, aprendemos que o tema central do capítulo 6 é o relacionamento do discípulo com seu Pai Celestial e, aqui, ao término desse capítulo, vemos o resultado dessa comunhão em nossa vida: a liberdade para descansar.

“Não andeis ansiosos pela vossa vida”. Isso é muito mais que uma ordem ou proibição. Não andar ansiosos é um tremendo privilégio que temos como filhos de Deus.

Quem, nesse mundo, pode olhar a natureza como um discípulo de Jesus? O discípulo sabe que o mesmo Deus que sustenta as flores do campo e as aves dos céus é o seu Pai amoroso que conhece suas necessidades e o sustenta.

Obviamente descansar em Deus não significa esperarmos as coisas passivamente, inertes. As aves dos céus não fazem assim. Elas não semeiam nem ceifam, mas buscam diariamente o alimento que está no campo. Da mesma forma, o discípulo é capaz de enxergar que, por trás do seu trabalho diário, existe a mão de um Deus sustentador, em quem ele confia.

Este é nosso Pai. Ele sempre nos sustentará!

A preocupação com o futuro pode ser resolvida se percebermos que o Deus eterno tem uma resposta certa para o tempo da necessidade. Mudar a extensão da nossa vida não é só impossível, mas é desnecessário. O nosso Pai já contou todos os nossos dias de forma perfeita e fará com que todas as coisas, até as dores e o sofrimento, cooperem para o nosso bem.

Se perdemos o trabalho, não precisaremos mendigar o pão. Se enfrentarmos perseguições, seu amor e consolo nos sustentarão. Se a enfermidade nos tocar, o Senhor nos assistirá em nosso leito e nos afofará a cama. Quando nosso dia chegar, nossa morte será preciosa aos Seus olhos, porque estamos inseridos nAquele que é a Ressurreição e a Vida. Habitaremos para sempre na casa do nosso amado Pai.

Portanto, nas palavras do Apóstolo Pedro, podemos lançar sobre Ele toda a nossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de nós.

E você, tem vivido livre da ansiedade? Abra seu coração com seus irmãos e vamos nos relembrar de verdades que tragam esperança e descanso ao nosso coração!

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SERVINDO SOMENTE A DEUS (Jonathan Gottfridsson)

Semana de 07 a 13 de fevereiro de 2021

Leitura:  Mateus 6:22-23

“São os olhos a lâmpada do corpo” Mateus 6:22

A nossa esperança define como será o nosso testemunho neste mundo. Na semana passada, vimos que Jesus usa a ilustração de um tesouro para nos questionar onde está o nosso coração: se está aqui, dependente do louvor dos homens, ou se está nos céus, descansando na recompensa eterna de Deus.

Nesta semana, abordaremos um trecho onde Jesus expande ainda mais esse assunto falando sobre a nossa esperança, ao perguntar onde estão os nossos olhos. A resposta para essa pergunta, demonstra a quem nós servimos: se a Deus ou às riquezas.

“Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso”. A palavra “bom” usada pelo Senhor, no idioma original, significa “simples”, ou “único”. Segundo Jesus, alguém que tem bons olhos não é quem enxerga mais longe, mas quem olha para uma só coisa, com um só foco. Olhar com olhos maus, nesse sentido, seria um foco dividido. 

Para Jesus, o mais importante não é quanta esperança nós temos, mas onde ela está colocada. Alguns têm muita esperança no Senhor, mas também esperam algo desse mundo. Reconhecimento, status, prazer, riquezas, paz… Embora essas coisas não sejam ilícitas, elas não são dignas da nossa esperança.

Os olhos de quem espera algo desse mundo estão divididos. “Se teus olhos forem maus, todo teu corpo estará em trevas”. Com essa divisão, inevitavelmente, seremos levados a servir aos prazeres e riquezas e não ao Senhor. Perderemos nosso testemunho e a nossa luz não brilhará. Que grandes trevas serão!

Quando olhamos para os heróis da fé em Hebreus 11, descobrimos que a sua luz brilhou nas suas gerações porque eles contemplavam o galardão. Eles aguardavam uma cidade celestial. Eles estavam decididos de que serviriam a Deus, independente do que esse mundo poderia lhes oferecer.

Onde estão os nossos olhos? Firmes no Autor e Consumador da fé, ou divididos com o amor que ainda nutrimos pelo sistema deste mundo? Vivemos em dias onde Jesus nos chama a erguemos nossas cabeças, porque a nossa redenção se aproxima. Vamos encorajar uns aos outros a olharmos para o lugar certo.

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A RECOMPENSA DO DISCÍPULO (José Gustavo)

Semana de 31 de janeiro a 06 de fevereiro de 2021

Leitura:  Mateus 6:19-21

“Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” Mateus 6:20

Há uma recompensa de Deus para o discípulo que obedece a Jesus de bom e reto coração. Nos textos que consideramos anteriormente, uma frase muito usada pelo nosso Senhor foi: “o teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”. Mas que recompensa é essa? Jesus explica esse assunto mostrando dois lugares onde podemos guardar nossos tesouros.

As passagens anteriores do capítulo 6 revelam um dilema do coração humano ao mostrar que temos uma inclinação natural de viver por aparência e buscar o reconhecimento e o louvor dos homens. Jesus é bem claro ao dizer que os escribas e fariseus, quando agiram assim, “já receberam sua recompensa” (Mt 6.16).

Aqui nessa passagem descobrimos que a recompensa deles é como um tesouro acumulado sobre a terra. O louvor dos homens não dura para sempre. O tempo passa, ele se desgasta e pode até mesmo ser roubado. Todos que buscam esse tipo de tesouro se tornam escravos dele, sempre precisando de mais louvor e reconhecimento.

O reconhecimento e a recompensa de Deus, entretanto, compõem um tesouro guardado nos céus. Jesus não nos explica muito sobre como é esta recompensa, mas uma coisa fica clara para nós: esse tesouro é eterno. Em 1 Coríntios 9, Paulo nos explica que os atletas se dedicam em tudo para alcançar uma coroa que será logo esquecida. Nós, por outro lado, temos a promessa de uma coroa incorruptível, uma recompensa sem fim, diante de Deus.

Dessa forma, ao final da passagem que estamos estudando, mais uma vez somos levados a sondar nosso coração. Por um momento, é como se nosso Senhor Jesus perguntasse a cada um de nós, individualmente: onde está o teu coração? Para sabermos a resposta, devemos procurar o lugar do nosso tesouro. Temos vivido para agradar aos homens ou a Deus?

O tempo da recompensa está chegando, Cristo está voltando. Vamos sondar o que temos considerado mais importante e valioso em nossa vida. Onde temos colocado nosso coração? Temos plantado para a eternidade e buscado essa recompensa celestial que o Senhor nos prometeu? Ore e compartilhe sobre isso com seus irmãos. O Senhor é o maior interessado em colocar nosso tesouro e coração no lugar certo.

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TESTEMUNHO

Nos alegramos junto com o Ivan e o Jander que oraram por mais de 20 anos pela conversão dos seus pais, batizados no dia 17/01/2021, em Pinhal/RS

Nelson Pavão e Vilsa Ema Pavão

81 anos e 76 anos

O PADRÃO DA ORAÇÃO NO REINO DE DEUS (João Nelson Otto)

Semana de 24 a 30 de janeiro de 2021

Leitura:  Mateus 6:9-15

“Portanto, vós orareis assim: […]” Mateus 6:9

O discípulo é alguém que busca orar da forma certa. Na semana passada, vimos qual deve ser a intenção do nosso coração quando ofertamos, oramos e jejuamos. Logo em seguida, Jesus expande este tema oferecendo destaque à oração, nos mostrando como orar segundo o coração de Deus.

Historicamente, muitos têm entendido que a oração nessa passagem deve ser repetida literalmente, porque Jesus diz “vós orareis assim”. Entretanto, precisamos compreender que Jesus não está ordenando que devemos repetir as mesmas palavras que ele disse. Na verdade, Ele está nos ensinando princípios para as nossas orações.

Para entendermos melhor quais são estes princípios, podemos dividi-los em três grupos:

Em primeiro lugar, pedimos aquilo que diz respeito a Deus: reconhecemos Sua paternidade e sua Santidade, invocamos Seu reino e manifestamos Sua vontade.

Em segundo lugar, pedimos aquilo que é concernente a nós, como o nosso pão, o perdão dos nossos pecados, o sustento em nossas tentações e o livramento do mal que nos cerca.

Por fim, declaramos, por fé, aquilo que diz respeito a Deus: sua autoridade sem fim, seu poder eterno e sua infinita glória.

Esse modelo de oração confronta nossas prioridades. Não é que todos esses princípios precisam estar presentes em cada uma de nossas orações. Se fosse assim, seria impossível “orar sempre” (Lc 18:1) ou por todas as coisas (Fp 4:6). Porém quando olhamos para nossa vida com Deus, de forma geral, podemos dizer que estamos refletindo as prioridades reveladas aqui por Jesus? Reconhecemos que o Deus para quem oramos é nosso amado Pai celestial? Priorizamos o Seu nome e Sua vontade acima dos nossos desejos? Temos vencido o orgulho que nos impede de pedir o que realmente precisamos? Declaramos verdades sobre quem Deus é?

De fato, como diz em Rm 8:26, não sabemos orar como convém, mas queremos aprender e temos um Mestre que vai nos ensinar. Portanto, invista tempo em oração com seus irmãos e compartilhe as suas lutas nessa área para crescermos juntos como uma igreja que ora segundo o coração de Deus.

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A VIDA EM SECRETO (Nicolas Wondracek)

Semana de 17 a 23 de janeiro de 2021

Leitura:  Mateus 6:1

“Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste.” Mateus 6:1

Quem faz a vontade de Deus para ser visto pelos homens, em verdade, no seu coração, está servindo aos homens e a si mesmo, mas não a Deus. O discípulo, por outro lado, realiza suas obras no secreto, para glorificar a Jesus e ser recompensado pelo Pai.

Nessa passagem, Jesus nos ensina como viver a verdadeira piedade segundo o padrão do Reino dos Céus. Ao ensinar qual deve ser a nossa intenção em tudo aquilo que fazemos para Deus, o Senhor confronta o orgulho em nosso coração.

É importante entendermos que quando falamos de “vida em secreto” não significa que todo nosso relacionamento com Deus deve acontecer a portas fechadas.

Pelo contrário, em Mateus 5:16, aprendemos que a nossa luz deve brilhar diante dos homens, de forma que vejam as nossas boas obras e glorifiquem ao nosso Pai que está nos Céus. Portanto, o que importa não é ser honrado ou desprezado pelas pessoas, mas agradar e glorificar a Deus.

Hipocrisia significa: “fingir algo que não somos, que não sentimos ou que não cremos”, e é por isso que Jesus censura os fariseus chamando-os de hipócritas. Suas identidades eram sempre definidas pela honra que recebiam em público. Eles, literalmente, tocavam trombetas ao dar esmolas, justificando que era para avisar os mais necessitados.

Entretanto, nós, como discípulos de Jesus, devemos ter nossa identidade definida no lugar secreto, a partir do relacionamento com o nosso Pai. Assim, tudo que fizermos em público será apenas um reflexo daquilo que foi produzido em um lugar onde ninguém vê.

É deste modo que devemos praticar e desenvolver toda forma de piedade. Seja nas esmolas, que falam dos nossos recursos; seja na oração, que fala do nosso coração e tempo; seja no jejum, que aponta para a nossa vida e força.

Em todas essas esferas, a pergunta que devemos fazer é: temos vivido para a glória de Deus ou para a nossa própria glória? Compartilhe com seus irmãos suas lutas e vitórias, e oremos uns pelos outros para que Cristo seja o nosso tudo e que Deus receba toda a glória!

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AMAI OS VOSSOS INIMIGOS (Filipe Merker)

Semana de 10 a 16 de janeiro de 2021

Leitura:  Mateus 5.43-48

“Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” Mateus 5:44

O discípulo é alguém que está decidido a ser um reflexo do amor gracioso de Deus. Na semana passada, aprendemos como o cristão deve reagir ao sofrer ataques. Nesta semana, descobriremos como ele deve agir em relação aos que o atacam: expressando o amor de Deus.

Em primeiro lugar, devemos entender que amar nossos inimigos não significa gostar, ou mesmo concordar com eles. É natural que ataques injustos sejam dolorosos, nos entristeçam e, muitas vezes, exijam um posicionamento, atitude que vemos no próprio Senhor Jesus, que confrontou aqueles que o queriam apedrejar em Jerusalém (Jo 10:32), e em Paulo, que exigiu retratação das autoridade em Filipos (Atos 16:37).

Então, o que significa amar nossos inimigos?

O contexto da passagem nos ensina que amá-los significa tratá-los como Deus nos trata. Odiar os nossos inimigos é virar as costas para a graça que nos alcançou quando éramos inimigos de Deus. É bloquear a fonte do amor imerecido, da qual bebemos todos os dias. O discípulo ama porque é amado e o resultado disso é a glória de Deus.

Nossos conflitos não são sobre nós e nossos sentimentos. São sobre Deus, o Seu amor e a Sua glória. Você lembra como serão chamados os pacificadores? Serão chamados Filhos de Deus. Portanto, é assim que Jesus nos apresenta o desafio do amor: “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai Celestial”.

Existe uma diferença entre ser filho e viver como filho. Há uma chave que nos levará a sermos perfeitos aos olhos do nosso Pai. A chave é aprendermos com Ele a amar como Ele ama.

Jesus resumiu a Lei e os profetas em amar a Deus de todo o coração, alma, força, entendimento, e amar ao próximo como a nós mesmos (Lc 10:27). Portanto, compartilhe com seus irmãos de que forma você tem praticado isso na sua vida e quais áreas ainda precisam ser ajustadas para que você seja uma expressão ainda maior do grande amor do Pai.

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OFERTANDO NOSSOS DIREITOS AO SENHOR (Otocar Wondracek)

Semana de 03 a 09 de janeiro de 2021

Leitura: Mateus 5:38-42

“Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso” Mateus 5:39

O discípulo é alguém que entende que sua luta não é contra carne e sangue. Em Mateus 5:38 a 42, Jesus nos apresenta uma nova perspectiva para os conflitos que enfrentamos, a fim de que sejamos sal e luz na forma como respondemos àqueles que nos ofendem.

A Lei de Moisés determina que uma ofensa deve ser retribuída na mesma medida. Entretanto, o Senhor Jesus ensina que não devemos resistir ao perverso, mas sim glorificarmos ao Pai com as nossas atitudes, e ele usa situações práticas da vida para demonstrar isso:

Para um judeu, ser ferido no rosto era uma forma de insulto. Dar a outra face seria estar disposto a ser insultado em dobro.

Igualmente, perder tanto a túnica, quanto a capa, significava perder a parte interior e exterior da roupa, ficando sem nada para vestir.

Naquela época, um soldado Romano poderia obrigar um cidadão a carregar seus equipamentos por até uma milha e não mais do que isso. Andar duas milhas significaria não só abrir mão do seu tempo, mas também do seu orgulho.

Por fim, não ignorar um pedido de empréstimo, ou dar algo a quem lhe pede, exige que o discípulo abra mão da sua justiça própria, não tendo o direito de julgar o que será feito com seu recurso.

Diante disso, descobrimos que Jesus é muito mais do que um exemplo para nós. Ele é a essência da vida descrita no Sermão do Monte. Pense na crucificação: sua face foi ferida (Mt 26:67), sua túnica foi tirada (Jo 19:23), ele carregou sua própria cruz (Jo 19:17) e não virou as costas ao malfeitor que, crendo, pediu a salvação (Lc 23:42 e 43). Nosso Senhor nunca reivindicou seus direitos porque sabia que sua missão não era lutar contra seus opositores, mas salvar os que estavam perdidos.

Desse modo, Jesus nos ensina como deve ser a vida de um discípulo no Reino de Deus, ofertando os seus direitos ao Senhor. E quanto a nós? Como temos reagido diante das injustiças que sofremos? Vamos edificar uns aos outros compartilhando textos bíblicos e testemunhos que ilustram o que temos aprendido.

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