LANÇANDO NOSSAS PÉROLAS (Eduardo Arakaki)

Semana de 28 de fevereiro a 06 de março de 2021

Leitura:  Mateus 7:6

“Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem.” Mateus 7.6

O discípulo é alguém que distribui suas pérolas com discernimento. Na semana passada, aprendemos sobre a importância de julgarmos as coisas e lavá-las diante do Senhor sem hipocrisia. Agora, Jesus passa a nos ensinar sobre a importância de aplicar esse julgamento na missão para a qual ele nos chamou.

Certamente não é fácil compreender o que exatamente Jesus quer nos dizer com essa passagem. O que são nossas pérolas? Quem são os porcos e os cães?

Muitos têm interpretado esse texto como sendo o ensino de que há certas pessoas com as quais não devemos insistir na pregação do Evangelho, porque não estão interessadas e, desprezando a Palavra, poderão voltar-se contra nós. E há verdade nisso.

Em Mateus 10:16, ao enviar os doze apóstolos em sua primeira missão, Jesus explica usando outras figuras do reino animal: “Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas”. No mesmo contexto, porém no evangelho de Marcos, Jesus não incumbiu os discípulos de convencerem as pessoas a aceitarem o Evangelho, pelo contrário, quando os ouvintes rejeitassem a Palavra, os discípulos deveriam “sacudir o pó dos pés, em testemunho contra eles.” (Marcos 6:11). Nesse trecho, o Senhor nos mostra claramente que seus discípulos não devem insistir com aqueles que rejeitam o Evangelho. Fazer isso, seria como dar algo precioso a quem não reconhece o valor. Por isso a comparação com as pérolas que seriam pisadas, desprezadas.

Entretanto, há um outro lado para essa verdade.

No próprio sermão do monte, Jesus anuncia que seremos perseguidos por sua causa. No capítulo 13 de Mateus, Ele conta a história do semeador que lançou a sua semente sobre todos os tipos de solos, mesmo nos mais difíceis e rochosos, na esperança de que produzisse fruto. Como poderíamos fazer diferente?

Portanto, devemos conciliar as duas faces da mesma verdade: o texto que estamos estudando é, por um lado, um alerta para sermos cuidadosos com nossas pérolas. Por outro lado, essa passagem é também um lembrete de que o discípulo deve sempre estar procurando onde lançá-las. Esse é o nosso chamado e nossa missão.

Compartilhe com seus irmãos experiências nas quais foi necessário discernimento na pregação do Evangelho. Use também essa oportunidade para orar por aqueles que têm sido ministrados, para que respondam positivamente à Palavra e possam frutificar.

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JULGANDO DA FORMA CERTA (Otocar Wondracek)

Semana de 21 a 27 de fevereiro de 2021

Leitura:  Mateus 7:1-5

“Não julgueis, para que não sejais julgados.” Mateus 7:1

O discípulo é alguém que julga usando a medida correta e leva seu irmão ao crescimento. Na passagem que estudaremos essa semana, Jesus inicia uma nova sessão no Sermão do Monte que irá enfatizar os desafios da vida no Reino.

Muitos utilizam esse texto fora de contexto sugerindo que não devemos julgar a ninguém. No entanto, se não queremos ser cúmplices do mal, precisamos, sim, julgar, porém com discernimento. É isso que o Senhor espera de nós, pois, ao fim deste texto, lemos que o desejo de Jesus é “vermos claramente” para ajudarmos a remover os ciscos de nossos irmãos, sem hipocrisia. Por esta razão, ao falar desse assunto, Jesus usa o termo “irmão”, pois não julgamos apenas as coisas que estão erradas neste mundo, mas julgamos também as atitudes daqueles que são discípulos como nós.

Entretanto, o julgamento não é uma arma, e sim uma ferramenta que, nas mãos do Espírito Santo, fará a igreja crescer. O problema não é julgar, mas fazer isso usando o critério errado.

Em Lucas 6, Jesus traz um ensino muito semelhante, dizendo que “com a medida com que tiverdes medido vos medirão também”. Qual é a medida do nosso julgamento? Os fariseus tinham o costume de comparar os outros consigo mesmos, mas não percebiam o quanto seus próprios pecados ainda os impediam de ver a Deus. Jesus usa o exemplo de uma “trave” (um cisco) para nos mostrar que nossos pecados não são apenas defeitos. Eles também impedem e limitam a visão que temos de nós mesmos e das coisas de Deus. Eles precisam ser removidos antes de olharmos para os pecados dos nossos irmãos.

Então qual é a medida certa para o nosso julgamento? Cristo é a medida.

Não levaremos nossos irmãos ao crescimento se os compararmos a nós mesmos. Entretanto, se todos estivermos diante do Senhor perceberemos que cada um de nós tem ciscos para serem removidos e, desta maneira, poderemos ajudar uns aos outros.

Julgar não significa apontar os erros, mas apontar para Jesus.

Deixemos que o Senhor sonde nossas vidas. Assim, à medida que tivermos nossas próprias traves removidas, veremos claramente e, em amor, poderemos ajudar os outros a olhar para Ele. Portanto, compartilhe com seus irmãos como, de que forma prática, podemos aplicar isso como Igreja.

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DESCANSANDO NA PATERNIDADE DE DEUS (Moacir Adornes)

Semana de 14 a 20 de fevereiro de 2021

Leitura:  Mateus 6:24-34

“Não andeis ansiosos pela vossa vida” Mateus 6:25

Somente seremos libertos da ansiedade quando aprendermos a olhar a nossa vida sob a perspectiva da paternidade de Deus. No estudo do Sermão do Monte, aprendemos que o tema central do capítulo 6 é o relacionamento do discípulo com seu Pai Celestial e, aqui, ao término desse capítulo, vemos o resultado dessa comunhão em nossa vida: a liberdade para descansar.

“Não andeis ansiosos pela vossa vida”. Isso é muito mais que uma ordem ou proibição. Não andar ansiosos é um tremendo privilégio que temos como filhos de Deus.

Quem, nesse mundo, pode olhar a natureza como um discípulo de Jesus? O discípulo sabe que o mesmo Deus que sustenta as flores do campo e as aves dos céus é o seu Pai amoroso que conhece suas necessidades e o sustenta.

Obviamente descansar em Deus não significa esperarmos as coisas passivamente, inertes. As aves dos céus não fazem assim. Elas não semeiam nem ceifam, mas buscam diariamente o alimento que está no campo. Da mesma forma, o discípulo é capaz de enxergar que, por trás do seu trabalho diário, existe a mão de um Deus sustentador, em quem ele confia.

Este é nosso Pai. Ele sempre nos sustentará!

A preocupação com o futuro pode ser resolvida se percebermos que o Deus eterno tem uma resposta certa para o tempo da necessidade. Mudar a extensão da nossa vida não é só impossível, mas é desnecessário. O nosso Pai já contou todos os nossos dias de forma perfeita e fará com que todas as coisas, até as dores e o sofrimento, cooperem para o nosso bem.

Se perdemos o trabalho, não precisaremos mendigar o pão. Se enfrentarmos perseguições, seu amor e consolo nos sustentarão. Se a enfermidade nos tocar, o Senhor nos assistirá em nosso leito e nos afofará a cama. Quando nosso dia chegar, nossa morte será preciosa aos Seus olhos, porque estamos inseridos nAquele que é a Ressurreição e a Vida. Habitaremos para sempre na casa do nosso amado Pai.

Portanto, nas palavras do Apóstolo Pedro, podemos lançar sobre Ele toda a nossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de nós.

E você, tem vivido livre da ansiedade? Abra seu coração com seus irmãos e vamos nos relembrar de verdades que tragam esperança e descanso ao nosso coração!

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SERVINDO SOMENTE A DEUS (Jonathan Gottfridsson)

Semana de 07 a 13 de fevereiro de 2021

Leitura:  Mateus 6:22-23

“São os olhos a lâmpada do corpo” Mateus 6:22

A nossa esperança define como será o nosso testemunho neste mundo. Na semana passada, vimos que Jesus usa a ilustração de um tesouro para nos questionar onde está o nosso coração: se está aqui, dependente do louvor dos homens, ou se está nos céus, descansando na recompensa eterna de Deus.

Nesta semana, abordaremos um trecho onde Jesus expande ainda mais esse assunto falando sobre a nossa esperança, ao perguntar onde estão os nossos olhos. A resposta para essa pergunta, demonstra a quem nós servimos: se a Deus ou às riquezas.

“Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso”. A palavra “bom” usada pelo Senhor, no idioma original, significa “simples”, ou “único”. Segundo Jesus, alguém que tem bons olhos não é quem enxerga mais longe, mas quem olha para uma só coisa, com um só foco. Olhar com olhos maus, nesse sentido, seria um foco dividido. 

Para Jesus, o mais importante não é quanta esperança nós temos, mas onde ela está colocada. Alguns têm muita esperança no Senhor, mas também esperam algo desse mundo. Reconhecimento, status, prazer, riquezas, paz… Embora essas coisas não sejam ilícitas, elas não são dignas da nossa esperança.

Os olhos de quem espera algo desse mundo estão divididos. “Se teus olhos forem maus, todo teu corpo estará em trevas”. Com essa divisão, inevitavelmente, seremos levados a servir aos prazeres e riquezas e não ao Senhor. Perderemos nosso testemunho e a nossa luz não brilhará. Que grandes trevas serão!

Quando olhamos para os heróis da fé em Hebreus 11, descobrimos que a sua luz brilhou nas suas gerações porque eles contemplavam o galardão. Eles aguardavam uma cidade celestial. Eles estavam decididos de que serviriam a Deus, independente do que esse mundo poderia lhes oferecer.

Onde estão os nossos olhos? Firmes no Autor e Consumador da fé, ou divididos com o amor que ainda nutrimos pelo sistema deste mundo? Vivemos em dias onde Jesus nos chama a erguemos nossas cabeças, porque a nossa redenção se aproxima. Vamos encorajar uns aos outros a olharmos para o lugar certo.

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A RECOMPENSA DO DISCÍPULO (José Gustavo)

Semana de 31 de janeiro a 06 de fevereiro de 2021

Leitura:  Mateus 6:19-21

“Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” Mateus 6:20

Há uma recompensa de Deus para o discípulo que obedece a Jesus de bom e reto coração. Nos textos que consideramos anteriormente, uma frase muito usada pelo nosso Senhor foi: “o teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”. Mas que recompensa é essa? Jesus explica esse assunto mostrando dois lugares onde podemos guardar nossos tesouros.

As passagens anteriores do capítulo 6 revelam um dilema do coração humano ao mostrar que temos uma inclinação natural de viver por aparência e buscar o reconhecimento e o louvor dos homens. Jesus é bem claro ao dizer que os escribas e fariseus, quando agiram assim, “já receberam sua recompensa” (Mt 6.16).

Aqui nessa passagem descobrimos que a recompensa deles é como um tesouro acumulado sobre a terra. O louvor dos homens não dura para sempre. O tempo passa, ele se desgasta e pode até mesmo ser roubado. Todos que buscam esse tipo de tesouro se tornam escravos dele, sempre precisando de mais louvor e reconhecimento.

O reconhecimento e a recompensa de Deus, entretanto, compõem um tesouro guardado nos céus. Jesus não nos explica muito sobre como é esta recompensa, mas uma coisa fica clara para nós: esse tesouro é eterno. Em 1 Coríntios 9, Paulo nos explica que os atletas se dedicam em tudo para alcançar uma coroa que será logo esquecida. Nós, por outro lado, temos a promessa de uma coroa incorruptível, uma recompensa sem fim, diante de Deus.

Dessa forma, ao final da passagem que estamos estudando, mais uma vez somos levados a sondar nosso coração. Por um momento, é como se nosso Senhor Jesus perguntasse a cada um de nós, individualmente: onde está o teu coração? Para sabermos a resposta, devemos procurar o lugar do nosso tesouro. Temos vivido para agradar aos homens ou a Deus?

O tempo da recompensa está chegando, Cristo está voltando. Vamos sondar o que temos considerado mais importante e valioso em nossa vida. Onde temos colocado nosso coração? Temos plantado para a eternidade e buscado essa recompensa celestial que o Senhor nos prometeu? Ore e compartilhe sobre isso com seus irmãos. O Senhor é o maior interessado em colocar nosso tesouro e coração no lugar certo.

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O PADRÃO DA ORAÇÃO NO REINO DE DEUS (João Nelson Otto)

Semana de 24 a 30 de janeiro de 2021

Leitura:  Mateus 6:9-15

“Portanto, vós orareis assim: […]” Mateus 6:9

O discípulo é alguém que busca orar da forma certa. Na semana passada, vimos qual deve ser a intenção do nosso coração quando ofertamos, oramos e jejuamos. Logo em seguida, Jesus expande este tema oferecendo destaque à oração, nos mostrando como orar segundo o coração de Deus.

Historicamente, muitos têm entendido que a oração nessa passagem deve ser repetida literalmente, porque Jesus diz “vós orareis assim”. Entretanto, precisamos compreender que Jesus não está ordenando que devemos repetir as mesmas palavras que ele disse. Na verdade, Ele está nos ensinando princípios para as nossas orações.

Para entendermos melhor quais são estes princípios, podemos dividi-los em três grupos:

Em primeiro lugar, pedimos aquilo que diz respeito a Deus: reconhecemos Sua paternidade e sua Santidade, invocamos Seu reino e manifestamos Sua vontade.

Em segundo lugar, pedimos aquilo que é concernente a nós, como o nosso pão, o perdão dos nossos pecados, o sustento em nossas tentações e o livramento do mal que nos cerca.

Por fim, declaramos, por fé, aquilo que diz respeito a Deus: sua autoridade sem fim, seu poder eterno e sua infinita glória.

Esse modelo de oração confronta nossas prioridades. Não é que todos esses princípios precisam estar presentes em cada uma de nossas orações. Se fosse assim, seria impossível “orar sempre” (Lc 18:1) ou por todas as coisas (Fp 4:6). Porém quando olhamos para nossa vida com Deus, de forma geral, podemos dizer que estamos refletindo as prioridades reveladas aqui por Jesus? Reconhecemos que o Deus para quem oramos é nosso amado Pai celestial? Priorizamos o Seu nome e Sua vontade acima dos nossos desejos? Temos vencido o orgulho que nos impede de pedir o que realmente precisamos? Declaramos verdades sobre quem Deus é?

De fato, como diz em Rm 8:26, não sabemos orar como convém, mas queremos aprender e temos um Mestre que vai nos ensinar. Portanto, invista tempo em oração com seus irmãos e compartilhe as suas lutas nessa área para crescermos juntos como uma igreja que ora segundo o coração de Deus.

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A VIDA EM SECRETO (Nicolas Wondracek)

Semana de 17 a 23 de janeiro de 2021

Leitura:  Mateus 6:1

“Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste.” Mateus 6:1

Quem faz a vontade de Deus para ser visto pelos homens, em verdade, no seu coração, está servindo aos homens e a si mesmo, mas não a Deus. O discípulo, por outro lado, realiza suas obras no secreto, para glorificar a Jesus e ser recompensado pelo Pai.

Nessa passagem, Jesus nos ensina como viver a verdadeira piedade segundo o padrão do Reino dos Céus. Ao ensinar qual deve ser a nossa intenção em tudo aquilo que fazemos para Deus, o Senhor confronta o orgulho em nosso coração.

É importante entendermos que quando falamos de “vida em secreto” não significa que todo nosso relacionamento com Deus deve acontecer a portas fechadas.

Pelo contrário, em Mateus 5:16, aprendemos que a nossa luz deve brilhar diante dos homens, de forma que vejam as nossas boas obras e glorifiquem ao nosso Pai que está nos Céus. Portanto, o que importa não é ser honrado ou desprezado pelas pessoas, mas agradar e glorificar a Deus.

Hipocrisia significa: “fingir algo que não somos, que não sentimos ou que não cremos”, e é por isso que Jesus censura os fariseus chamando-os de hipócritas. Suas identidades eram sempre definidas pela honra que recebiam em público. Eles, literalmente, tocavam trombetas ao dar esmolas, justificando que era para avisar os mais necessitados.

Entretanto, nós, como discípulos de Jesus, devemos ter nossa identidade definida no lugar secreto, a partir do relacionamento com o nosso Pai. Assim, tudo que fizermos em público será apenas um reflexo daquilo que foi produzido em um lugar onde ninguém vê.

É deste modo que devemos praticar e desenvolver toda forma de piedade. Seja nas esmolas, que falam dos nossos recursos; seja na oração, que fala do nosso coração e tempo; seja no jejum, que aponta para a nossa vida e força.

Em todas essas esferas, a pergunta que devemos fazer é: temos vivido para a glória de Deus ou para a nossa própria glória? Compartilhe com seus irmãos suas lutas e vitórias, e oremos uns pelos outros para que Cristo seja o nosso tudo e que Deus receba toda a glória!

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AMAI OS VOSSOS INIMIGOS (Filipe Merker)

Semana de 10 a 16 de janeiro de 2021

Leitura:  Mateus 5.43-48

“Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” Mateus 5:44

O discípulo é alguém que está decidido a ser um reflexo do amor gracioso de Deus. Na semana passada, aprendemos como o cristão deve reagir ao sofrer ataques. Nesta semana, descobriremos como ele deve agir em relação aos que o atacam: expressando o amor de Deus.

Em primeiro lugar, devemos entender que amar nossos inimigos não significa gostar, ou mesmo concordar com eles. É natural que ataques injustos sejam dolorosos, nos entristeçam e, muitas vezes, exijam um posicionamento, atitude que vemos no próprio Senhor Jesus, que confrontou aqueles que o queriam apedrejar em Jerusalém (Jo 10:32), e em Paulo, que exigiu retratação das autoridade em Filipos (Atos 16:37).

Então, o que significa amar nossos inimigos?

O contexto da passagem nos ensina que amá-los significa tratá-los como Deus nos trata. Odiar os nossos inimigos é virar as costas para a graça que nos alcançou quando éramos inimigos de Deus. É bloquear a fonte do amor imerecido, da qual bebemos todos os dias. O discípulo ama porque é amado e o resultado disso é a glória de Deus.

Nossos conflitos não são sobre nós e nossos sentimentos. São sobre Deus, o Seu amor e a Sua glória. Você lembra como serão chamados os pacificadores? Serão chamados Filhos de Deus. Portanto, é assim que Jesus nos apresenta o desafio do amor: “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai Celestial”.

Existe uma diferença entre ser filho e viver como filho. Há uma chave que nos levará a sermos perfeitos aos olhos do nosso Pai. A chave é aprendermos com Ele a amar como Ele ama.

Jesus resumiu a Lei e os profetas em amar a Deus de todo o coração, alma, força, entendimento, e amar ao próximo como a nós mesmos (Lc 10:27). Portanto, compartilhe com seus irmãos de que forma você tem praticado isso na sua vida e quais áreas ainda precisam ser ajustadas para que você seja uma expressão ainda maior do grande amor do Pai.

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OFERTANDO NOSSOS DIREITOS AO SENHOR (Otocar Wondracek)

Semana de 03 a 09 de janeiro de 2021

Leitura: Mateus 5:38-42

“Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso” Mateus 5:39

O discípulo é alguém que entende que sua luta não é contra carne e sangue. Em Mateus 5:38 a 42, Jesus nos apresenta uma nova perspectiva para os conflitos que enfrentamos, a fim de que sejamos sal e luz na forma como respondemos àqueles que nos ofendem.

A Lei de Moisés determina que uma ofensa deve ser retribuída na mesma medida. Entretanto, o Senhor Jesus ensina que não devemos resistir ao perverso, mas sim glorificarmos ao Pai com as nossas atitudes, e ele usa situações práticas da vida para demonstrar isso:

Para um judeu, ser ferido no rosto era uma forma de insulto. Dar a outra face seria estar disposto a ser insultado em dobro.

Igualmente, perder tanto a túnica, quanto a capa, significava perder a parte interior e exterior da roupa, ficando sem nada para vestir.

Naquela época, um soldado Romano poderia obrigar um cidadão a carregar seus equipamentos por até uma milha e não mais do que isso. Andar duas milhas significaria não só abrir mão do seu tempo, mas também do seu orgulho.

Por fim, não ignorar um pedido de empréstimo, ou dar algo a quem lhe pede, exige que o discípulo abra mão da sua justiça própria, não tendo o direito de julgar o que será feito com seu recurso.

Diante disso, descobrimos que Jesus é muito mais do que um exemplo para nós. Ele é a essência da vida descrita no Sermão do Monte. Pense na crucificação: sua face foi ferida (Mt 26:67), sua túnica foi tirada (Jo 19:23), ele carregou sua própria cruz (Jo 19:17) e não virou as costas ao malfeitor que, crendo, pediu a salvação (Lc 23:42 e 43). Nosso Senhor nunca reivindicou seus direitos porque sabia que sua missão não era lutar contra seus opositores, mas salvar os que estavam perdidos.

Desse modo, Jesus nos ensina como deve ser a vida de um discípulo no Reino de Deus, ofertando os seus direitos ao Senhor. E quanto a nós? Como temos reagido diante das injustiças que sofremos? Vamos edificar uns aos outros compartilhando textos bíblicos e testemunhos que ilustram o que temos aprendido.

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COMPROMETIDOS COM A VERDADE (Demetrius Vasconcellos)

Semana de 27 de dezembro de 2020 a 02 de janeiro de 2021

Leitura:  Mateus 5.33-37

O pregador inglês Charles Spurgeon certa vez disse que “o discípulo não precisa jurar. Ele diz sim ou não, e o seu caráter jura por ele”. Em outras palavras, o discípulo é alguém cujo coração está comprometido com a verdade, tanto em suas palavras quanto nas atitudes.

Em Jeremias 1:12, Deus diz: “Eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” e Jesus, em Mateus 24:35, diz que “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão”. Deus Pai e Deus Filho honram aquilo que falam e Jesus nos convoca a expressarmos em nossas vidas esse mesmo caráter, sendo sal e luz através das nossas próprias palavras e ações.

Vivemos em um mundo onde, em certos momentos, falar a verdade é considerado ofensivo e pode até nos causar problemas, mas, ainda que nos custe caro, falaremos sempre a verdade em amor, não apenas por ser algo honroso ou vantajoso para nós, mas pela simples razão de que somos discípulos dAquele que é A Verdade.

Devemos perguntar a nós mesmos: Nosso sim é, de fato, sim? Nosso não é, de fato, não? Quando dizemos que vamos orar por alguém, realmente oramos? Quando nos comprometemos com um horário, honramos nossa palavra?

Jesus nos ensina que a verdadeira transformação das nossas atitudes só acontece quando somos transformados em nosso coração. Em Mateus 15:18, ele diz que “o que sai da boca vem do coração”. Portanto, só estaremos comprometidos com aquilo que falamos, se, antes, nosso coração estiver comprometido com o Senhor, com a Sua Verdade e com o Seu Reino.

Ser comprometido com a verdade requer vigilância, sabedoria e posicionamento. Por isso, compartilhe com seus irmãos testemunhos onde você precisou se posicionar na Verdade e quais foram os frutos. Também compartilhe se você sente que precisa crescer nesta área para que possamos orar uns pelos outros e, juntos, carregarmos nossas cargas no Senhor.

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O CASAMENTO NA PERSPECTIVA DE DEUS (José Gustavo Miranda)

Semana de 20 a 26 de dezembro de 2020

Leitura:  Mateus 5.27-32

Neste trecho, Jesus fala da quebra da lealdade na aliança do casamento. Como acontece em todo o sermão do monte, aqui também Jesus aponta para além do natural, nos alertando que os olhos de Deus estão nas coisas eternas e espirituais, mesmo ao tratar de realidades bem concretas de nosso dia a dia.  

O pano de fundo do casamento terreno é a união entre Cristo e a igreja, que é composta de pessoas que Ele comprou com seu próprio sangue; uma união eterna, tremenda, maravilhosa e incompreensível em toda a sua extensão. Esse casamento eterno é precedido por uma aliança, com promessas de ambos os lados. Jesus cumprirá cada detalhe do que prometeu: vai limpar, aperfeiçoar, preparar e, finalmente, buscar a sua noiva. Mas e quanto a nós? Estamos sendo fiéis em nossa parte da aliança? Vemos ela como uma aliança inquebrável?

Ao falar do casamento como evento da vida terrena, Jesus aponta para uma realidade eterna e espiritual: a união com Cristo é uma só e nenhuma outra aliança pode substituí-la. Podemos dizer que concordamos com isso e que estamos firmes em nossa postura de aguardar o noivo, sem quebrar as promessas que fizemos a Ele. Porém, mais uma vez, os olhos do Senhor vão para o nosso interior, para as intenções do coração. Ele compara o olhar com impureza na direção de outra pessoa, com a nossa atenção para outro “noivo” ao invés de olhar somente para Jesus. E quando aborda este assunto, Jesus acrescenta: isto é adultério.

Muitos são os concorrentes de Cristo diante dos nossos olhos. Alguns são claramente identificáveis (a ira, a inveja, a idolatria, o amor ao dinheiro), outros nem tanto (as preocupações deste mundo, as pretensões desta vida). Quando olhamos e cobiçamos algo que acreditamos que poderia nos dar mais prazer, deixando o Senhor de lado, estamos praticando um olhar impuro e danoso que nos separa do nosso noivo eterno. Até mesmo as coisas lícitas podem entrar nesta categoria. Isso acontecerá se elas tomarem o lugar de Cristo em nosso coração. Nada pode ser maior que nosso amor por Ele; nada deveria nos dar maior prazer do que Sua presença.

Com muita sabedoria, Jesus trata a realidade terrena e a realidade espiritual dando, para ambas, a mesma solução: “se teu olho te faz tropeçar, arranca-o e lança fora”. Embora Jesus tenha usado o olho físico como exemplo, seu alvo era  a intenção impura que estava por trás do olhar, ou seja, primeiramente, queria levar o discípulo a identificar em sua vida o que pode levá-lo a pecar e, uma vez identificado, tratar esse assunto com radicalidade, mesmo que isso inclua perdas aqui neste mundo. Se amamos ao Senhor, precisamos arrancar fora não somente a impureza do olhar e a cobiça sexual, mas também quaisquer coisas desta vida que estejam nos afastando de Jesus. Vamos rejeitar o adultério no coração, nos pensamentos, no olhar e na vida conjugal, bem como sua manifestação mais profunda, que é na nossa comunhão com Jesus Cristo.

Somos a noiva virgem, com vestes brancas e sem manchas, que aguarda o Noivo em santidade. Nada pode competir com a beleza e a riqueza deste quadro, desta promessa de casamento. Se algo mais está nos fascinando, devemos ser corajosos e lançar para fora e para longe do nosso coração.

Compartilhem uns com os outros se o Espírito lhes mostrou algo que está desviando seus olhos de Jesus. Orem, intercedam, perdoem, estimulem-se mutuamente a olhar somente para Jesus e a permanecerem fiéis até o fim.

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UMA OFERTA DE AMOR (Márcio Nascimento)

Semana de 13 a 19 de dezembro de 2020

Leitura:  Mateus 5.21-26

Depois de falar do padrão de justiça do Reino (Mateus 5.17-20), o Senhor Jesus começa a mostrar como essa justiça se manifesta de forma prática, comparando a lei e as tradições judaicas (especialmente os dez mandamentos) com os pensamentos e intenções mais íntimos do ser humano.

Matar alguém foi proibido na lei de Moisés, assim como em todas as legislações ao longo da história. O princípio que está por trás desta norma é estabelecer que, da mesma forma que somente Deus pode dar a vida, somente Ele tem o direito de tirá-la. Logo, se o salário do pecado é a morte, Deus poderia tirar a vida de qualquer pecador já no primeiro ato de desobediência. Mas ele não faz isso, porque sua misericórdia trabalha para salvar a humanidade.

Outro ponto importante de salientarmos é que a lei alcança somente os atos exteriores, não importando a intenção do coração. Como Deus é Espírito e sonda mente e corações, sua santidade demanda pureza não só no exterior, mas também no íntimo do coração. Por isso, Jesus deixa claro que a ira, o insulto e o desprezo por alguém revelam a existência do mesmo pecado que sujeita um assassino a ser julgado (e condenado).

Então, Jesus acrescenta algo que aparentemente não tem ligação com esse assunto: Ele diz que eu não devo trazer uma oferta a Deus se houver divisão entre mim e meu irmão. Inclusive, há um cântico antigo cuja letra é exatamente esse trecho de Mateus 5.23-24, ao qual o autor acrescenta a seguinte conclusão: “Deus não aceita oferta, de quem não quer ofertar perdão”. 

Esse é o ponto. Quando somos atacados, ou de qualquer forma nos vemos incomodados por outra pessoa, nosso instinto humano reage para rebater a ofensa e, se possível, eliminar o agressor. Mas, novamente olhamos para o Senhor e vemos que Ele não age assim. Mesmo ofendido constantemente pela humanidade, Deus se move em direção aos pecadores para derrubar o muro da inimizade.

A oferta que Deus espera de nós não consiste em coisas ou atos exteriores, mas em uma atitude de coração semelhante a Dele. Esse é o trabalho do Espírito Santo em nós. A humilhação, o perdão e o esforço para reconciliação, quando feitos por causa do Senhor, valem muito mais para Ele do que qualquer outra oferta que possamos Lhe dedicar. 

Em tempos onde a divisão, a soberba e o ódio crescem assustadoramente no mundo (profetizado pelo Senhor ao falar dos últimos dias), é preciso parar, deixar que o Espírito sonde o nosso coração, e avaliar se temos ofertado algo que Lhe agrada. Se em nosso íntimo houver indiferença, distanciamento, rancor ou qualquer forma de ódio para com nosso irmão, precisamos nos arrepender, clamar por misericórdia, e apressadamente buscar a reconciliação, pois o dia de prestarmos contas ao Senhor se aproxima. 

Vamos ofertar amor ao Senhor, sofrendo o dano, perdoando, abrindo mão daquilo que temos direito, fruto da vida perfeita e pura, a vida de Cristo, que se manifesta entre nós.

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O PADRÃO DA JUSTIÇA NO REINO DOS CÉUS (Jonathan Gottfridsson)

Semana de 6 a 12 de dezembro 2020

Leitura: Mateus 5:17-20

O que é o Reino dos Céus? Essa expressão fala de vidas que vivem neste mundo, mas são governadas por princípios que não são daqui. O discípulo é governado pelo Céu, e no texto que vamos compartilhar, Jesus nos fala sobre qual o padrão da Justiça no Reino dos Céus.

Antes de entrar nesse assunto, Jesus fala sobre a lei e os profetas. Isso porque no Antigo Testamento, através da Lei, Deus estava não apenas mostrando o seu coração para Israel, mas revelando, em cada mandamento, o seu próprio caráter. A finalidade da Lei era mostrar que o pecado nos colocou em uma condição infinitamente inferior ao caráter de Deus, da qual somente o próprio Deus poderia nos resgatar.

É por isso que “o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10:4). Em Cristo, a Justiça perfeita de Deus foi satisfeita. Sim, é fato que Cristo cumpriu a lei em nosso lugar e que “Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5:21). Jesus cumpriu toda a Lei porque nós éramos incapazes de fazê-lo, e agora compete a nós, seus discípulos, sermos como Ele é.  

O desejo do coração de Deus é que nós, como discípulos, como cidadãos do Reino, sejamos uma expressão do caráter do nosso Rei. É por isso que recebemos o Espírito Santo, que agora nos santifica e trabalha para produzir em nós essa justiça perfeita de Cristo. Essa é a justiça que excede a dos escribas e fariseus: quando andamos no Espírito e nos inclinamos para que ele produza a Vida de Cristo em nós. Não apenas exteriormente, mas interiormente.

Compartilhe com seus irmãos sobre o que significa para você ser liberto da Lei e também o que significa esta responsabilidade de, como discípulos, vivermos acima do padrão dos fariseus.

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SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO (Filipe Merker)

Semana de 29 de novembro a 5 de dezembro de 2020

Leitura:  Mt 5:13-14

Depois de ter considerado o caráter do discípulo, o Senhor Jesus passa a falar sobre o nosso relacionamento com o mundo.

Sim, o discípulo pertence ao Reino dos Céus, mas ele permanece convivendo nesse mundo. Nosso Senhor, que certa vez orou dizendo “não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal” (João 17:15), aqui nos mostra a razão pela qual ainda não podemos ser retirados do mundo: temos uma missão que não pode ser desempenhada por mais ninguém.

Somos o sal da terra. No tempo de Jesus, o sal era usado para temperar e preservar. O discípulo humilde, pacificador, misericordioso, não é chamado para viver sua vida exclusivamente entre cristãos ou em monastérios, mas em um mundo corrupto e apodrecido, onde será um agente que detém o avanço da iniquidade através de cada uma de suas interações.

Somos a luz do mundo. Jesus nos ensinou que, enquanto ele estava no mundo, Ele era a luz do mundo (João 9:5). Hoje Ele ainda é essa única luz, mas agora ela brilha refletida no caráter dos seus discípulos, que vivem como ele viveu e resplandecem como luzeiros em meio a uma geração pervertida e corrupta.

Você tem sido sal e luz? Compartilhe experiências com os seus irmãos de como Deus tem usado você, nos mais variados ambientes, para fazer diferença e refletir a vida de Cristo.

Também aproveite para compartilhar onde você tem falhado, para que possamos orar uns pelos outros e nos comprometermos em viver a plenitude daquilo que somos: discípulos que vivem como sal e luz.

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OS PERSEGUIDOS POR CAUSA DA JUSTIÇA (José Gustavo Miranda)

Semana de 22 a 28 de novembro de 2020

Leitura: Mateus 5.10-12

As pessoas citadas por Jesus em Mateus 5.1-9 são excluídas ou rejeitadas por este mundo, mesmo que aos olhos de Deus sejam bem aventuradas. Porém quando chegamos aos versículos finais desta introdução ao sermão do monte, descobrimos algo mais: não são apenas rejeitados e excluídos, são também perseguidos, odiados e injuriados.

Por que Jesus fez questão de não deixar escapar esse aspecto? 

Um dos motivos é que nós precisamos perder qualquer expectativa de aceitação neste mundo. A partir do momento que temos a vida de Cristo em nós, essa marca nos levará a sermos rejeitados e odiados. Não adianta mudarmos alguma coisa do que fazemos. O que fizeram com Ele, farão com seus seguidores.

Ele também nos prepara para o que vem pela frente: andar uma segunda milha, perdoar a traição, amar o inimigo e orar pelo que nos persegue. Quando olhamos para o Mestre vemos que, enquanto esteve neste mundo, Ele foi e experimentou tudo o que está descrito nos primeiros versículos de Mateus 5. Ele foi manso, humilde, foi desprezado, foi injuriado, mentiram a seu respeito e, diante de todo o pecado que ofendia a sua santidade, Jesus chorou, porque via um povo que clamava por justiça, mas que não tinha em si mesmo a menor chance de se tornar justo. Jesus passou por tudo isto e, ao concluir sua vida terrena, andou uma segunda milha, viu suas roupas serem distribuídas entre os soldados, e clamou para que os seus inimigos fossem perdoados pelo Pai. 

Quando encontramos dificuldade em nós mesmos ao tentar agir como Jesus, o Senhor nos olha diferente de como faria um fariseu ou um intérprete da lei. Ele nos olha e diz: “Eu sei o que você está passando. Eu também passei por essa dor, mas consegui vencer, e quero te levar a também ser um vencedor.” Ele não nos deixa desanimar diante da perseguição que o mundo nos impõe, nem da dificuldade de obedecer a sua Palavra num ambiente tão avesso à vontade de Deus. Ele faz diferente: ele manifesta em nós a Sua própria vida, através do Seu Espírito.

Precisamos certamente tirar os olhos de nós mesmos, das dificuldades, e dos perseguidores. Quando olhamos para Jesus, vemos a compaixão de quem foi o autor e consumador da fé, aquele que deu início e não deixou nada incompleto. Ele iniciou e concluiu toda a obra para que nós pudéssemos estar a seu lado, reinando nos céus.

Vamos usar nosso tempo juntos para orar uns pelos outros e compartilharmos sobre situações onde experimentamos perseguição e sobre como podemos reagir como Jesus em contextos como esses.

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OS PACIFICADORES SERÃO CHAMADOS FILHOS DE DEUS (Moacir Adornes)

Semana de 15 a 21 de novembro de 2020

Leitura: Mateus 5.9

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”

Para entendermos esse ensino, devemos olhar para a própria vida do Senhor Jesus que, através de sua obra, tornou possível a paz entre Deus e os homens, abrindo o caminho da nossa reconciliação com Deus. Aliás, esta é a única bem-aventurança que menciona que “serão chamados filhos de Deus”, justamente pelo fato de que Deus deu o seu filho para reconciliar o mundo consigo mesmo. (2 Co 5.18).

Paulo disse que, quando somos justificados pela fé, temos paz com Deus (Rm 5:1). Em Colossenses também aprendemos que o sangue derramado por Jesus na cruz realizou uma obra de paz, e que por meio desse sangue houve reconciliação entre o ser humano e Deus (Cl 1:20-22). Dessa maneira, vemos que Jesus foi um pacificador entre Deus Pai e a Sua criação. Nós, que estávamos longe, agora fomos aproximados pelo sangue de Cristo, porque Ele é a nossa paz.

Também na carta aos Colossenses, Paulo traz essa responsabilidade para nós, quando diz: “Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós” (Cl 3:13). Em Efésios, ele diz: “Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Ef 4:32). Ou seja, o que o Senhor nos ensina nesse trecho tão precioso das bem-aventuranças é que, assim como Ele, devemos agir como pacificadores em todas as esferas de nossas vidas.

Agimos como pacificadores em diversas ocasiões, como quando pregamos o evangelho, quando falamos as verdades de Deus em amor, quando oramos por aqueles que ainda não creem no Senhor Jesus, quando ministramos sobre o perdão entre os irmãos. Os profetas já anunciavam isto, como no texto de Isaías 52.7: “Quão formosos são sobre os montes os pés do que anuncia boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: ‘O seu Deus reina!’”.
Certamente a palavra pacificadores na bem-aventurança que hoje examinamos, não sugere resolver conflitos entre as pessoas (o que podemos fazer, com certeza), mas proclamar a palavra que põe fim à inimizade com Deus. Ef 2.17-22

O que temos aprendido em At 1.8 sobre sermos testemunhas do Senhor Jesus é o nosso compromisso de dar testemunho das virtudes do Príncipe da Paz, que nos tirou das trevas para o Seu reino de luz. Os pacificadores são felizes e são abençoados por Deus, pois são vistos como filhos de Deus, em razão de agirem como o Filho de Deus, Jesus Cristo, nosso amado salvador.

Você tem sido um pacificador? Compartilhe com seus irmãos situações de vitórias e derrotas nessa área, e orem uns pelos outros, para que essa qualidade maravilhosa de Jesus possa transbordar através da igreja!

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LIMPOS DE CORAÇÃO

Semana de 8 a 14 de novembro de 2020

Leitura:  Matheus 5.8

A pureza de coração é a condição para que vejamos ao Senhor e Sua glória. Mas o que exatamente significa ser limpo de coração? Por exemplo, embora um verdadeiro discípulo não viva na prática do pecado, ser limpo de coração não significa estar isento de pecado.

A Palavra é clara ao dizer que todos nós ainda estamos sujeitos a cair (1Jo 1:8). Ao mesmo tempo, o limpo de coração é alguém que não vive praticando o pecado, porque pecar não faz parte da sua natureza em Cristo (1Jo 3:6).

O que realmente diferencia o genuíno discípulo de Jesus é que, embora ele tenha lutas, por ainda habitar em um corpo corrompido pelo pecado, ele não admite permanecer assim. Experimenta o arrependimento, o perdão e a restauração da comunhão com Deus. É alguém que foi resgatado da morte e do pecado através do sacrifício de Jesus; logo, seu anseio é tornar-se como o seu Salvador: santo e perfeito.

O coração, na Bíblia, fala de todas as áreas da nossa vida: pensamentos, sentimentos e vontades. Em tudo isso o discípulo quer ser limpo pelo Senhor. Por isso ele é também uma pessoa que vive de maneira sincera, não se esconde atrás de máscaras, mas expõe a realidade da sua vida a Deus e aos irmãos para que seja curado e perdoado (1Jo 1:7).

Os limpos de coração têm uma das mais maravilhosas promessas de toda a Bíblia: de que “verão a Deus”. Verão a Deus diariamente em suas orações, verão a Deus em seus trabalhos e estudos, verão a Deus em suas dificuldades, e, por fim, verão a Deus, sem limitações, mas exatamente como ele é, voltando sobre as nuvens dos céus, e reinarão juntamente com Ele por toda a eternidade, (1 João 3:2).

Compartilhe com seus irmãos quais aspectos da sua vida ainda precisam ser purificados e sonde o seu coração ao longo dessa semana para que possamos, como discípulos, demonstrar essa qualidade e experimentarmos essa promessa tão maravilhosa.

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OS MISERICORDIOSOS ALCANÇARÃO MISERICÓRDIA

Semana de 1 a 7 de novembro de 2020

Leitura:  Mateus 5.7

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.”

O que é ser misericordioso? Certamente não significa ser relaxado ou tolerante em relação aos erros e pecados de alguém. Sabemos disso porque misericórdia é um atributo do próprio Deus.

Especialmente nos Salmos, vemos como Deus é exaltado por essa qualidade (116.5, 103.8, 145.8, 112.4, 78.38). Em Efésios 2.4, Paulo afirma que Deus é rico em misericórdia. Entretanto, mesmo sendo misericordioso, Deus não tolera o pecado.

Ser misericordioso não significa ser tolerante. Ser misericordioso significa ter compaixão.

Em um certo sentido, o misericordioso tem compaixão porque ele mesmo já recebeu a misericórdia de Deus. É olhando sua própria vida à luz do perdão que ele recebeu, que ele é capaz de olhar os outros com perdão e misericórdia. Se Jesus, que não tinha pecado e não precisava de perdão, olhava as pessoas e se compadecia delas (Mateus 9.36) e até o último momento foi capaz de se compadecer daqueles que o matavam na cruz (Lucas 23.34), quanto mais nós, pecadores que fomos perdoados, devemos olhar com misericórdia para aqueles que pecam. Como diz Paulo, “perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Efésios 4.32).

Mas a misericórdia ainda tem uma promessa futura: “alcançarão misericórdia”. Aqueles que têm o caráter de Jesus, olhando ao ser redor com misericórdia, um dia serão recebidos nos céus com o mesmo olhar, aceitos e amados pela compaixão dAquele que os amou quando não mereciam ser amados.

Que essa característica do caráter do nosso Senhor possa ser aplicada em nossa semana, na forma como nos relacionamos uns com os outros e com o mundo!

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FOME E SEDE DE JUSTIÇA

Semana de 25 a 31 de outubro de 2020

Leitura:  Mateus 5.6

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.”

Na Bíblia, a expressão “ter sede” geralmente significa um anseio tão intenso por algo que é comparado com essa terrível sensação, bem comum em uma região desértica.

No Salmo 63, em um dos momentos mais difíceis de sua vida, Davi clama “Minh’alma tem sede de ti!”, expressando seu desejo de estar com o Senhor. Assim como Davi tinha sede de Deus, Jesus nos ensina que são bem aventurados os que têm fome e sede de justiça. A justiça que buscamos não é segundo os padrões humanos nem pode ser alcançada por meios humanos, “Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus” (Tg 1:20).

Mas afinal, qual é a justiça pela qual ansiamos e como podemos alcançá-la?

Primeiramente, quando o Espírito Santo nos convenceu da nossa necessidade de Deus, nós buscamos a Cristo para que a Sua justiça fosse atribuída a nós e, mediante a fé, fomos fartos! Depois, à medida que crescemos em Cristo, buscamos a Sua justiça para a nossa santificação em nossas demandas do dia a dia, , e estamos sendo fartos!

Por fim, buscamos ainda uma justiça social, que é fruto do impacto do Reino sobre esse mundo e, um dia, como diz em 2 Pedro 3:13, estaremos em novos céus e nova terra, onde habita justiça. Então seremos fartos por completo! Que a busca pela justiça de Deus possa ser essa marca do nosso discipulado, nos lembrando continuamente que já somos felizes porque, em breve, chegará o dia em que seremos fartos para sempre!

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MANSOS COMO JESUS

Semana de 18 a 24 de outubro de 2020

Leitura:  Mateus 5.5

Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.

Aqui, mais uma vez Jesus surpreende as expectativas dos discípulos. Mais uma vez a lógica humana é invertida: Os mansos herdarão a terra, e não os conquistadores, nem os violentos. Mas o que é mansidão segundo a Bíblia?

Ser manso não é sinônimo de ser agradável. Jesus não agradou a muitos, nem procurou fazer coisas que agradassem a homens. Por isso muitas vezes o odiavam. Ainda assim, Jesus disse de si mesmo: “Sou manso e humilde de coração” (Mt 11:29).

Ser manso não é ser indiferente. Moisés foi um dos homens mais impetuosos e apaixonados por Deus. Ainda assim, foi considerado o homem mais manso em toda a terra (Nm 12:3).

Ser manso não é ser fraco. Davi era homem de guerra e entrou em muitas batalhas para expandir  os limites do reino, pelo Senhor. Ainda assim, era manso e foi quem escreveu o próprio Salmo citado por Jesus: os mansos herdarão a terra (Sl 37.11).

O que é ser manso então?

Segundo o Salmo 37, manso é alguém que entrega suas lutas para serem combatidas pelo Senhor. Ele confia no Senhor (v. 3), ele se agrada no Senhor (v. 4), ele entrega seu caminho ao Senhor (v. 5) e descansa no Senhor (v. 7).

Qual o resultado disso? Ele deixa a ira e abandona o furor (v. 8), entregando suas lutas e confiando. Assim é o manso.

Porque ele aprendeu a confiar em Deus, Deus confia nele. O servo manso como Jesus é o servo que herdará e governará sobre a terra, mas para o Senhor e não para si mesmo.

Jesus nos disse: aprendam de mim, que sou manso e humilde de coração. Como precisamos aprender essa qualidade de entregarmos nossas lutas, mesmo em meio a tantos conflitos que nos cercam.

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